SINTECT-RS convida para ato que pede justiça para Moïse Kabamgabe 

SINTECT-RS convida para ato que pede justiça para Moïse Kabamgabe 

Jovem congolês foi espancado até a morte por ter cobrado diárias que seu patrão lhe devia por ter trabalhado como garçom

O SINTECT-RS convida a categoria para o ato pedindo justiça para o imigrante congolês Moïse Kabamgabe, que fazia bicos como garçom e foi massacrado por milicianos ao cobrar dívida de R$ 200,00 do dono do quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca (RJ). As atividades, que ocorrerão em diversos estados e até fora do país, estão sendo organizadas por entidades do movimento negro, imigrantes, comunidade congolesa e têm apoio de organizações dos movimentos sociais, entre eles diversos sindicatos. No Rio Grande do Sul, haverá manifestações neste sábado (05), às 10h, nos Arcos, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, e no interior do Estado.

O refugiado congolês de 24 anos foi assassinado a golpes de tacos de basebol por milicianos no dia 24 de janeiro. Ele foi espancado até a morte por quatro “seguranças” após cobrar duas diárias no valor de R$ 100,00 cada uma do dono do quiosque Tropicália, onde Moïse trabalhava como garçom.

Na última quarta-feira, 2, a Justiça decretou a prisão cautelar de Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o “Dezenove”, Brendon Alexander Luz da Silva, o “Totta”, e Fábio Pirineus da Silva, o “Belo” pelo assassinato. Os três foram presos no dia 1º após a abertura da investigação pela Delegacia de Homicídios que teve acesso a câmeras de segurança do local, que mostram toda a ação dos assassinos. Além disso, familiares do jovem relataram que foram hostilizados por policiais militares e só souberam da morte do jovem três dias depois.

Para dar visibilidade ao assassinato e cobrar punição dos assassinos, uma carta denúncia também será encaminhada a entidades como a Agência da ONU para Refugiados no Brasil (ACNUR); à União Panafricana (UPA), à Anistia Internacional Brasil, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) e à Embaixada do Congo no Brasil – que denunciou outros quatro assassinatos de congoleses no país e cobrou explicações das autoridades brasileiras.

Justiça e reparação

As manifestações também são para denunciar a violência racial, pedem justiça para Moïse e punição aos assassinos contam com a adesão de organizações sociais.

Agende-se e participe!

Assessoria de Comunicação

04/02/2022 17:17:53

Nara Soter

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