Direitos não são privilégios, são conquistas!

Direitos não são privilégios, são conquistas!

Você acha que a proposta da ECT é 90% do IPCA e nada mais? Entenda, abaixo, por que o plano de saúde e o vale alimentação estão em risco e, também, que em não recompor a inflação, a empresa ataca os poucos direitos restantes da categoria.

O SINTECT-RS, em live dirigida à categoria ecetista no dia 28 de julho, colocou, de forma clara, que a luta é fundamental para que possamos avançar nas negociações.

A direção bolsonarista no Correios se mostrou, ao longo das negociações, hostil às pautas dos trabalhadores. Com uma realidade social que coloca uma parcela de mais de 33 milhões de pessoas em insegurança alimentar, aumento do custo de vida (com um aumento expressivo da cesta básica), o impacto não poderia ser diferente na categoria: os ganhos não suprem mais as necessidades mínimas dos ecetistas.

Os Secretários das sub-sedes relembraram as perdas de direitos dos últimos anos, direitos estes que foram conquistados com a luta dos trabalhadores em muitos anos de batalha! Em muitos casos, resultaram em demissões de colegas em momentos de greves, numa clara violência institucional, que não pode ser esquecida. Ao mesmo tempo, apontaram que podemos garantir, restaurar e até ampliar nossas conquistas, reforçando a importância de uma mobilização unificada e de se combater este governo de “coturnos desamarrados”. Direitos trabalhistas não são privilégios, são conquistas sociais!

Lembrou-se ainda da importância de ampliarmos o debate de classe e não só de categoria, da urgência em se retirar este governo autoritário e antitrabalhista do poder, construindo assim, uma luta unificada de trabalhadores. Apontaram quais as cláusulas sob ataque que trazem efeitos mais nocivos aos trabalhadores, as que implicam no recebimento do vale-alimentação e na coparticipação da empresa no custeio do Plano de Saúde.

A PLR também foi pauta. Mesmo com um lucro exorbitante de mais de 3 bilhões de reais, não houve avanços sobre esta questão. De forma desonesta, os representantes da empresa deslocam o assunto para uma possível PLR do ano de 2022, que será “paga” em 2023. Apenas informando que a PLR de 2021 já está decidida e sob análise se será ou não paga. Se for aprovada, quais são os critérios é um mistério!

Devemos lembrar que depois das eleições teremos mais dois meses de governo bolsonarista e a privatização não é um assunto acabado!

Falou-se também do “banco de horas” disfarçado pelo rótulo de “compensação”, uma armadilha para o trabalhador. Ao aceitar e assinar de forma individual a compensação de horas, a possibilidade de ganhar horas extras é prejudicada e será muito provavelmente extinta.

Lembrou-se também, do desrespeito por parte da empresa, com a saúde dos trabalhadores, que vai desde o cerceamento de ida a consultas e exames, com “liberações” ínfimas anuais, até a suspensão do contrato com o Postal Saúde, que se encarregava dos laudos na medicina do trabalho. Hoje, muitos trabalhadores não conseguem retornar ao trabalho, mesmo já estando aptos.

A luta é fundamental para mudarmos esta situação: precisamos de uma unidade para lutar e dependemos de todos os trabalhadores e trabalhadoras. As políticas bolsonaristas são destinadas a concentrar riqueza na mão de poucos, com o intuito de precarizar ao máximo as relações de trabalho. Este governo já nos colocou em insegurança econômica e agora nos coloca em insegurança alimentar.

Basta!

Por um Acordo Coletivo que garanta as necessidades das trabalhadoras e dos trabalhadores!

Fora todos os milicos da direção dos Correios?

Fora Bolsonaro!

Assessoria de Comunicação

29/07/2022 11:31:18

Nara Soter

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