NEGOCIAÇÃO 2026: TRABALHADORES DENUNCIAM PROPOSTAS QUE EMPURRA A CATEGORIA PARA A GREVE

NEGOCIAÇÃO 2026: TRABALHADORES DENUNCIAM PROPOSTAS QUE EMPURRA A CATEGORIA PARA A GREVE

Em duas novas rodadas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, realizadas Nesta semana, em Brasília, a direção do Correios continuou insistindo em medidas que vão desde a redução de liberação sindicais até o reajuste de benefícios abaixo da inflação. Para os trabalhadores, as propostas defendidas pela empresa atacam direitos históricos e empurram os trabalhadores/as para a greve.

BENEFÍCIOS E PLANO DE SAÚDE NA MIRA

O principal ponto de conflito nas mesas de 11 e 12 de agosto foi a proposta de reajuste dos benefícios. Segundo a representação dos trabalhadores, a direção dos Correios ofereceu apenas 0,87% de correção nos valores, enquanto o INPC acumulado no período é de 4,35%. A FENTECT classificou a oferta como “vergonhosa”, destacando que, no vale-alimentação, o aumento representaria míseros R$ 0,47 no valor facial.

O ataque mais grave, segundo os trabalhadores, está na Cláusula 54, referente ao Plano de Saúde. A empresa propõe substituir sua responsabilidade como mantenedora do plano por um modelo em que apenas “disponibilizaria” um benefício por meio de uma operadora contratada, o que, na visão sindical, desmonta décadas de garantias coletivas.

Os trabalhadores também rejeitaram a tentativa de suprimir o chamado “Vale Extra” ou “Vale Peru” (Cláusula 48) e a exclusão completa da cláusula que trata da Gratificação de Férias, além de alterações que reduzem o pagamento do repouso.

ATAQUES À ORGANIZAÇÃO SINDICAL

A representação dos trabalhadores também denuncia o que considera um ataque à estrutura sindical. A Cláusula 22, por exemplo, prevê a retirada das liberações sindicais com ônus para a empresa, transferindo os custos para os próprios sindicatos, o que, na avaliação da federação, “cria obstáculos financeiros para que dirigentes possam acompanhar os locais de trabalho”. A medida repete os governos anteriores que tinham como alvo a fragilização dos sindicatos, o que representa, de fato, a fragilização da luta.

Em outras frentes, os trabalhadores rejeitaram a proposta que concede voto de minerva a um representante dos Correios em comissões disciplinares (Cláusula 65), o que seria um “grave desequilíbrio” no julgamento de processos, e o fim do sistema de ponto por exceção para carteiros, defendendo sua ampliação para outras categorias.

CRISE E CONVOCAÇÃO PARA A LUTA

As negociações ocorrem em meio ao agravamento da crise financeira dos Correios. A estatal registrou um 16,2 bilhões. No entanto, os trabalhadores reiteraram que a saída para recuperar a empresa não pode ser a retirada de direitos e não aceitarão que a crise seja colocada nas costas dos trabalhadores.

Diante da escalada dos ataques, a FENTECT convocou a categoria para a mobilização e orientou que cada sindicato intensifique o diálogo com a base. O CONSIN está agendado para o dia 13 de agosto e a federação já sinaliza a construção de uma “greve nacional forte, organizada e unificada”, acusando a direção de Emanuel Rondon de ser a responsável pelo conflito.

Confira os informes da Fentect:

INFORME 005

INFORME 006

Assessoria de Comunicação

12/08/2026 20:55:47

Nara Soter

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