FECHAMENTO À FORÇA: CORREIOS DO RS SILENCIAM E ABANDONAM TRABALHADORES E A POPULAÇÃO

FECHAMENTO À FORÇA: CORREIOS DO RS SILENCIAM E ABANDONAM TRABALHADORES E A POPULAÇÃO

Os Correios no Rio Grande do Sul vivem mais um capítulo sombrio de sucateamento e falta de transparência. A agência da Vila Jardim, uma das mais importantes de Porto Alegre, tem fechamento previsto para o próximo dia 30 de maio de 2026. E não para por aí: as unidades do Partenon e o CDD Zona Norte também estão na mira.

É passada da hora de acender o alerta e a indignação. Enquanto a Superintendência Estadual dos Correios age nas sombras, sem diálogo, sem justificativa e sem o mínimo respeito por quem constrói a empresa dia após dia, mais uma agência está com os dias contados.

Em frente à unidade da Vila Jardim, a denúncia foi feita de forma clara pelos representantes sindicais: os empregados foram comunicados na semana passada, de maneira abrupta, que a agência será fechada. Até agora, ninguém sabe para onde serão transferidos. Nenhum plano de realocação. Nenhuma conversa. Apenas a ordem fria de desligar as luzes de um ponto estratégico para o atendimento à população.

“A direção da empresa quer empurrar todo esse serviço para uma AGF (Agência dos Correios Franqueada) que fica nas proximidades. Isso é um desmonte. É a privatização escancarada pelos fundos”, denuncia o Sindicato. A posição do Sindicato é firme no sentido de defender e fortalecer as agências próprias, garantir emprego, qualidade no atendimento e soberania sobre os serviços prestados — não entregar o que é público para terceiros de forma velada.

SUCATEAMENTO E DESCASO

Enquanto isso, na agência da Vila São João, os trabalhadores relatam uma realidade absurda: falta de equipamentos básicos, como balanças para pesagem de objetos. Com isso, os funcionários estão sendo submetidos a manipular encomendas com mais de 30 quilos sem qualquer condição de segurança.

“Isso afeta a saúde dos trabalhadores e trabalhadoras. Será que esse sucateamento não é o prenúncio de mais um fechamento?”, questionam os dirigentes sindicais. O alerta não é à toa. O mesmo padrão já foi visto em outras unidades antes de serem fechadas: primeiro, a precarização; depois, a justificativa de “inviabilidade”; e, por fim, o abandono.

CDD Zona Norte será dividido e Ac Partenon está na mira

A situação se agrava com outros alvos claros da Superintendência. O CDD Zona Norte, essencial para a logística da região, deverá ser dividido ou fragmentado, o que significa perda de eficiência, desmobilização de equipes e mais sobrecarga para quem fica.

A Agência do Partenon também está na mira. Mais uma unidade própria corre risco de fechar. Mais uma vez, a empresa se recusa a dialogar com os trabalhadores e mantém o planejamento de destruição e esquartejamento do Correios.

SILÊNCIO DA EMPRESA É CÚMPLICE DO DESMONTE

O Sindicato já solicitou, há bastante tempo, uma pauta de negociação com os Correios sobre o fechamento de unidades. Até agora, nenhuma resposta. Nenhuma reunião. Só avisos de última hora, sem justificativas técnicas, sem transparência, sem debate.

“Eles só vêm aqui falar com os trabalhadores na véspera do fechamento e somem. Não explicam, não negociam, não apresentam dados. É uma falta de transparência total. Repudiamos essa atitude e vamos lutar até o último dia para manter a Vila Jardim aberta e todas as outras agências”, afirmam os representantes sindicais e os trabalhadores.

NÃO VAMOS NOS CALAR

Esse é o momento de unir forças. O fechamento de agências próprias, a terceirização velada, o desprezo pela saúde e pela vida dos trabalhadores e trabalhadoras não podem ser aceitos como normalidade.

Lutar para manter a Vila Jardim aberta é lutar por todas as unidades que estão na mira. É lutar pelo futuro dos Correios públicos, fortes e presentes em cada bairro, cada cidade, cada comunidade. A empresa pode estar de costas para os trabalhadores, mas a classe não vai aceitar esse desmonte em silêncio.

Assessoria de Comunicação

28/04/2026 21:34:43

Nara Soter

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