PARA SINTECT-RS, DECISÃO DO STF ATACA DIREITOS, DESRESPEITA A JUSTIÇA DO TRABALHO E AUMENTA A INDIGNAÇÃO DA CATEGORIA
Os trabalhadores do Correios do RS receberam com indignação e revolta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que ataca direitos conquistados com luta – inclusive uma greve de 14 dias – e escancara mais uma vez quem paga a conta no Brasil.
Novamente, o STF escolhe ficar do lado errado da história, com uma decisão grave e revoltante, que suspendeu cláusulas fundamentais do dissídio coletivo dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, direitos que já haviam sido reconhecidos pela Justiça do Trabalho, após uma greve nacional de 14 dias, considerada legal, legítima e construída com unidade pela categoria.
A decisão atende a um pedido da própria direção da empresa, que optou por judicializar o conflito em vez de respeitar a negociação coletiva e o resultado do dissídio. Trata-se de um ataque covarde, que reedita práticas já conhecidas dos períodos mais duros de retirada de direitos, quando conquistas históricas foram rasgadas em nome de uma suposta “ordem econômica”.
O que está em jogo não são privilégios, como tentam fazer crer. Estão sendo suspensas cláusulas que garantem vale alimentação, plano de saúde, remuneração digna pelo trabalho em dias de repouso e gratificação de férias, direitos essenciais para a sobrevivência e a dignidade de milhares de ecetistas em todo o país. Direitos que foram conquistados com muita luta da categoria.
Mais grave ainda é o sinal político que essa decisão emite. Ao enfraquecer um dissídio coletivo e deslegitimar uma greve legal, o STF estimula a insegurança jurídica, fragiliza a negociação coletiva e incentiva o ataque patronal aos direitos trabalhistas.
Não é aceitável que a conta das sucessivas más gestões e escolhas de governos recaia sobre os trabalhadores, que são quem leva o Correios nas costas e mantém a empresa funcionando em todos os recantos do país, ainda que em condições precárias de trabalho.
Diante desse cenário, cresce a indignação da categoria e a exigência por uma posição pública clara das forças políticas que se dizem comprometidas com a classe trabalhadora. Silêncio, neste momento, também é escolha — e não será esquecido.
Para o SINTECT-RS, quando a justiça não é feita pelas instituições que falham em proteger quem trabalha, a resposta só pode ser mais organização, mobilização e unidade.
A greve foi legal. A decisão do TST foi legítima. E não vamos nos calar diante de mais esta tentativa da empresa de retirar direitos da categoria ecetista.
A luta continua.
Assessoria de Comunicação
26/01/2026 23:10:45

