ATO CONTRA O FECHAMENTO DO CDD ZONA NORTE DENUNCIA DESMONTE DOS CORREIOS E ATAQUES À CATEGORIA

ATO CONTRA O FECHAMENTO DO CDD ZONA NORTE DENUNCIA DESMONTE DOS CORREIOS E ATAQUES À CATEGORIA

A revolta marcou o ato realizado pelas trabalhadoras e dos trabalhadores contra o fechamento do CDD Zona Norte. A manifestação ocorreu na terça-feira (31), em frente ao prédio sede do Correios, no centro da Capital.
O protesto escancarou para a população que há um projeto em curso de desmonte dos Correios, que atinge diretamente quem trabalha e quem depende do serviço público. O fechamento do CDD não é um fato isolado. Ele faz parte de um pacote mais amplo de medidas da atual gestão da empresa, que inclui o anúncio do fechamento de mais de mil agências em todo o país. Uma política que penaliza a população, especialmente nas regiões mais periféricas, compromete e universalidade como marca do Correios e impõe um cenário cada vez mais cruel para os trabalhadores.
Enquanto unidades são fechadas, o que se vê nas que permanecem abertas é o aumento brutal da sobrecarga, a redução de postos de trabalho, a intensificação do ritmo e um aumento da ansiedade, com trabalhadores sem saber o que acontecerá com suas funções e para onde serão deslocados. Tudo isso resulta em mais pressão, mais adoecimento, mais insegurança.
Como tem sido sistematicamente denunciado pelo Sindicato, a chamada “reestruturação” vem sendo implementada de forma autoritária, sem qualquer diálogo com a categoria e completamente desconectada da realidade das unidades. As decisões são tomadas de cima para baixo, ignorando a falta de pessoal, o acúmulo de serviços e as condições reais de trabalho.
Essa lógica perversa já está sendo sentida na prática. A redução de distritos, por exemplo, tem deixado trabalhadores sem função definida e outros completamente sobrecarregados, gerando angústia, insegurança e um ambiente de trabalho cada vez mais adoecedor. O fechamento de unidades, como o CDD Zona Norte, só aprofunda esse cenário.
Além disso, a gestão aposta em medidas que ampliam o controle e a pressão sobre os trabalhadores, como a implantação de sistemas de monitoramento e metas abusivas, transformando o ambiente de trabalho em um espaço de vigilância permanente, onde o trabalhador é tratado como número e não como gente.
O fechamento de unidades, a tentativa de redução do quadro, a precarização das condições de trabalho e a ausência total de diálogo apontam para uma política que ameaça o futuro dos Correios enquanto empresa pública.
O ato contra o fechamento do CDD Zona Norte foi a resposta da categoria contra esse processo de desmonte.
A categoria já mostrou que não aceitará calada. A história dos trabalhadores dos Correios é marcada por luta, resistência e conquistas. E, diante de mais esse ataque, a resposta tem que ser mais organização, mobilização e enfrentamento.
Não ao fechamento de unidades!
Não à sobrecarga e à precarização!
Por um Correios público, forte e a serviço da população!
Assessoria de Comunicação
01/04/2026 11:51:41

Nara Soter

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