Plenária reuniu trabalhadores, entidades e políticos em defesa do Correios

A plenária realizada pelo SINTECT-RS no sábado (1º de maio), reuniu trabalhadores, entidades e deputados preocupados em defender o Correios da Saga privatista do governo genocida de Bolsonaro.

Depois da abertura, feita pelo Secretário-Geral do Sindicato, foi aberto espaço para pronunciamentos dos parlamentares presentes na live.

O deputado Dionísio Marcon (PT/RS), destacou as mortes pelo coronavírus e lembrou que as reformas realizadas pelo governo Temer/Bolsonaro, como a trabalhista, a da previdência e, agora, a tentativa de fazer a reforma administrativa, estão deixando um cenário de destruição. Para ele, com um Congresso com um perfil tão conservador como o atual, é importante a pressão sobre os parlamentares da base de apoio do governo. “O Correios não pode ser vendido, e essa pressão direta sobre os deputados é muito necessária”.

Correios fica, Bolsonaro vai

A deputada do PSOL/RS, Fernanda Melchiona, reiterou sua solidariedade aos trabalhadores de Correios na luta contra a privatização e destacou a política obscurantista e negacionista do governo federal. “Toda hora são sinalizadas mais privatizações, e o regime de urgência no projeto do Correios, uma empresa com 350 anos, cuja venda é rejeitada por 60% da população é um absurdo. Correios fica, Bolsonaro vai”.

O já declarado apoiador dos trabalhadores de Correios na luta contra a privatização, o deputado Pompeu de Mattos (PDT/RS), frisou a importância do Correios para o passado histórico e que está até hoje promovendo a interação do Brasil. “Bolsonaro não é dono dos correios, os governos não são donos das estatais, apenas receberam a missão de gerenciar, administrar, mas não podem vender estas empresas que não lhes pertencem, mas pertencem ao povo”, pontuou.

O deputado Paulo Pimenta (PT/RS), também participou, destacando a importância do 1º de Maio para os trabalhadores e sublinhou que a data marca a luta, a resistência. “Uma instituição como o Correios, que todo o Brasil admira, que mais de 60% da população diz que não quer ver privatizada, explica porque tantos deputados e deputada não votaram de acordo com a orientação dos seus partidos pelo regime de urgência, apesar de a proposta ter sido aprovada. Votar pela privatização do Correios é lutar contra uma empresa que o povo valoriza muito e o segredo para derrotar o governo na votação é conseguir que em cada cidade, em cada região, os trabalhadores busquem o apoio da sociedade e que ela de alguma forma pressione os parlamentares”.

Além dos que participaram da live, outros parlamentares, como Maria do Rosário e Elvino Bohn Gass, ambos do PT/RS, reafirmaram seus apoios aos trabalhadores de Correios com vídeos gravados e apresentados durante a atividade. 

Entidades também manifestaram seu apoio

Diversas entidades também manifestaram sua solidariedade e as que são ligadas aos trabalhadores de Correios, reafirmaram sua disposição de lutar com a categoria.

Maria Inês Capelli, da ADCAP Nacional, citou uma música do Gonzaguinha, para lembrar que, como diz a letra da música, “sem o seu trabalho, um homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre e se mata”, a defesa dos Correios representa a defesa dos empregos e da vida dos trabalhadores. “Tem sido muito difícil a condição dos trabalhadores, tanto pela falta de emprego, como pelas adversidades na caminhada. Estamos nessa assembleia para debater e encaminhar alguns pontos de grande importância e formas de seguirmos em frente rumo ao êxito”, disse ela.

O Secretário-Geral da FENTECT, José Rivaldo da Silva colocou que é importante conversar com todos que possam ajudar. “Essa é uma campanha de todos nós e que não será vencido apenas pelas entidades, como a Fentect ou o Sindicato, mas será pelo conjunto da categoria”.

Rivaldo frisou as dificuldades financeiras das entidades para fazer frente a expectativa dos trabalhadores de uma ampla campanha nacional com mídia em TV. Em relação a isso, destacou que a Federação está articulando junto a instituições internacionais e pedindo apoio político e financeiro para fazer frente a privatização do Correios. “Estamos trabalhando para nossa luta chegar a casa de cada brasileiro, mostrando a importância da empresa e dos seus serviços no dia a dia. A interação com os parlamentares e com a sociedade é absolutamente necessária”, acrescentou.

Já o representante do CredCorreios, Manoel Brum, a Cooperativa é um exemplo de que os trabalhadores de Correios unidos podem muito. “Na década de 80 queriam privatizar o Correios. Fomos à luta e éramos tidos como radicais ou loucos. Lutar não é tarefa simples, mas a mobilização sempre dá resultados e se os trabalhadores de Correios se mobilizarem em todo o Brasil, eles conseguem tudo. Temos que nos unir e não só ficar nos parlamentares, mas atuar também nos municípios, junto aos vereadores”, sugeriu.

Cuidar da vida e da luta

Os dirigentes do SINTECT-RS também se manifestaram, destacando a importância da plenária. Destacaram a ampliação da mobilização da categoria nas redes sociais, mas frisaram que é preciso ampliar esta mobilização. Segundo eles, o governo já mostrou que não está para brincadeira, e atende a uma pressão muito grande da burguesia brasileira e as privatizações são a moeda de troca.

Os dirigentes lembraram as privatizações que estão sendo feitas também no RS. Eduardo Leite (PSDB), quer privatizar a Corsan, a Procergs e o Banrisul, e o prefeito Mello (MPD), pretende privatizar a Carris. Destacaram que os governos federal, estadual e municipal estão “tocado” com rapidez as privatizações e, por isso, é importante mobilizar rapidamente ainda mais os trabalhadores de Correios e construir a unidade com outras categorias que também estão na luta.

Uma das ações antecipadas pelos dirigentes foi a necessidade de um mapa com os deputados que votaram favorável ao regime de urgência, de forma que os trabalhadores possam pressionar estes parlamentares. Observaram que muitos trabalhadores ficaram abatidos com a votação do regime de urgência, mas apelo para cada um dar o melhor de si. Os mais antigos na empresa, lembraram eles, enfrentaram a pressão para privatizar a empresa nos anos 90 e a categoria respondeu e foi para a luta. Agora, é fundamental cuidar da vida neste momento de pandemia e exigir a vacinação e o auxílio emergencial para os trabalhadores desempregados. Mas paralelo a isso reiteraram que é preciso focar na privatização do Correios de forma organizada e com mobilizações certeiras, onde a os trabalhadores possam de fato fazer a diferença.

Pedido de ajuda e depoimentos

Após as falas dos dirigentes e representações, os trabalhadores puderam se manifestar, colocando suas dúvidas, ideias e expectativas.

No final foi apresentado um vídeo pedindo a contribuição financeira dos trabalhadores de forma a poder ampliar a campanha contra a privatização e outro vídeo, com depoimentos dos trabalhadores sobre o tema.

Encaminhamentos

– Ações nas bases eleitorais dos deputados que votaram pelo regime de urgência;

– Organizar dias de mobilizações e paralisações para construir uma greve da categoria;

– Utilizar as rádios das regiões para falar sobre o tema e campanhas nas rádios;

– Possibilidade de nova rodada de Outdoor dedicados em algumas cidades cobrando apoio dos deputados;

– Iniciativas em Câmaras de Vereadores em busca de Moções de Apoio;

– Carreata nacional dia 16 de maio. No RS será em Porto Alegre;

– Fortalecer o uso das redes sociais (twitter, facebook, instagram)

– Ações com carros de som e faixas nos locais de trabalho;

– Entre outros.

Assessoria de Comunicação

10/05/2021 20:28:00

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