Neri, o Carteiro e as privatizações

Preocupa o SINTECT/RS os posicionamentos do Deputado Estadual,  Neri, o Carteiro (Solidariedade), que usa em seu nome o substantivo “carteiro” e está votando a favor de privatizações na Assembleia Legislativa/RS. Este foi o caso recente da votação da PEC do Plebiscito que encaminha a privatização da CORSAN, Procergs e Banrisul e, também, quando votou no projeto que acabou por vender a CEEE por 100 mil reais e, colocou a CRM e Sulgás na fila das privatizações, ainda em 2019.

Como é de conhecimento da categoria e da sociedade em geral, a quebra do monopólio e a privatização do Correios está na iminência de ir à votação na Câmara Federal, e a pergunta que fica é: se o Neri, o Carteiro, fosse Deputado Federal votaria na privatização do Correios? Deixaria os seus colegas desempregados?

Evidenciar aqui a forma como o Deputado Neri, o Carteiro tem votado está ligado a algo que é bastante caro para a categoria que é a unidade dos trabalhadores. O Sindicato tem feito um esforço para construir a unidade na luta com os sindicatos que estão enfrentando processos de privatização, como comitê, material em conjunto, agendas comuns, discurso globalizado. Aí vem o deputado que usa a expressão “carteiro” como complemento do seu nome e vota para que os trabalhadores da CORSAN percam o emprego. Isso é no mínimo um contrassenso.  

Pior, a direção do Sindicato, os ativistas, a categoria, têm percorrido as Câmaras de Vereadores, tem batido na porta dos Deputados e Senadores pedindo para que esses parlamentares, independente da sua cor partidária, se posicionem contra a privatização do Correios. Já o Deputado Neri, o Carteiro, que deveria ser parceiro nessa luta, está explicando o erro no voto da PEC do Plebiscito, afirmando que votou com o Eduardo Leite. Ele já havia votado contra os trabalhadores da CEEE que estão numa greve há mais de 15 dias contra a retirada de direitos e atravessam situação semelhante ao que aconteceu com o Acordo Coletivo de Correios.

Embora ninguém possa se intitular dono da expressão “carteiro”, é pedra cantada que o Neri a usa porque lhe dá uma característica popular. Isso por si só já dá consistência a nossa crítica. Além de que é um tiro no próprio pé, pois a privatização é a extinção do carteiro. Ou seja, se o Bolsonaro tiver êxito, a figura do carteiro vai desaparecer. Será que daí o Neri, o Carteiro, vai mudar o nome?

Aqui não se trata de que todo político não presta. Mas nos parece que está presente o velho oportunismo, do voto por conveniência. Esperamos que o Deputado não confirme o refrão do falecido Bezerra da Silva: “Meu irmão, se liga no que eu vou lhe dizer. Hoje ele pede o seu voto, amanhã manda a polícia lhe bater”. (da música Candidato Caô Caô).

Essa Entidade espera que o Deputado repense suas ações e vote no 2º turno contra a PEC 280, contra as privatizações da CORSAN, Procergs e Banrisul, atitude pode contribuir em nossa resistência contra a privatização do Correios. Porque para quem pensa no coletivo, a vitória de um é a vitória de todos!

Assessoria de Comunicação

03/05/2021 22:37:18

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