Decreto de Bolsonaro é mais um chute no Correios e nos trabalhadores

Um decreto assinado por Bolsonaro e publicado no Diário Oficial da União na terça-feira (13), colocou o Correios no Programa Nacional de Desestatização. A medida, contida no Decreto 10.674, possibilita a continuidade de estudos e análises para privatizar a empresa. Entre as diretrizes apontadas pelo Decreto, está a de que haverá a venda do controle acionário da empresa e a concessão dos serviços postais universais (cartas, impressos, encomendas e telegramas).

Com a medida, o governo acelera ainda mais o processo de privatização da empresa em meio a uma pandemia que já matou mais de 358 brasileiros. Uma pressa que Bolsonaro não tem tido  em criar medidas ou garantir vacinas para impedir este verdadeiro genocídio.

RISCO AOS EMPREGOS

Como o Sindicato já alertou, a privatização da empresa coloca em risco cerca de 100 mil empregos, além de causar imensos prejuízos aos brasileiros que dependem do Correios para vários serviços, inclusive bancários.  

Para os trabalhadores fica cada vez mais clara que todas as medidas que vêm sendo tomadas pelos gestores – da destruição do ACT ao desmonte das estruturas da empresa – nada tem a ver com eficiência ou custos, mas sim obedecem a saga privatista do banqueiro Paulo Guedes e do governo Bolsonaro para atender aos interesses do capital nacional e internacional.

CRONOGRAMA DA PRIVATIZAÇÃO

Para completar o processo de privatização dos Correios, os estudos do Ministério da Economia serão submetidos às análises do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de audiências públicas. Em seguida, a documentação também será enviada para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A publicação do edital de privatização e o leilão só poderão ser marcados após a aprovação dos ministros do TCU.

Após essas análises, o governo espera concluir a etapa modelagem da privatização, no próximo mês de agosto de 2021. A implementação do novo modelo, depende da aprovação do Projeto de Lei nº 591, de 2021, em tramitação no Congresso Nacional, do marco legal dos serviços postais.

Cada passo que o governo dá na direção da privatização tem que estar no radar dos trabalhadores para fortalecer ainda mais os movimentos contra a entrega de uma das maiores e mais antiga empresa brasileiras ao setor privado. Todas as ações são válidas, desde ações nas redes sociais, envios de mensagens aos deputados e senadoras pedindo o voto contrário aos projetos que privatizam o Correios, a participação em debates e atividades de rua ou virtuais e, fundamentalmente, na resistência junto com o Sindicato. Estamos falando dos nossos empregos, do nosso futuro e do futuro do Brasil como Nação.

Importante lembrar que esta luta passa por interromper um projeto entreguista do país, que está vendendo a própria soberania, entregando empresas estratégicas como o Correios, a Petrobrás, a Eletrobrás e os principais bancos públicos e para isso não temos outra opção a não ser o Fora Bolsonaro e Paulo Guedes!

Não à privatização do Correios!

Fora Bolsonaro e Paulo Guedes!

Fora do Correios Floriano Peixoto!

C/Informações da Fentect

Assessoria de Comunicação

14/04/2021 17:23:16

Pin It on Pinterest