Nota contra a privatização do Correios

Bolsonaro, junto com os ministros das Comunicações, Fábio Faria, e da Economia, Paulo Guedes, entregou para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), na presença de alguns parlamentares, o Projeto de Lei que visa a privatização do Correios. O governo Bolsonaro planeja a todo custo destruir as empresas públicas para entregar de bandeja ao mercado privado. A FENTECT repudia as ações entreguistas que esse governo vem fazendo com as empresas públicas, que têm como único objetivo beneficiar os grupos internacionais do mercado financeiro, prejudicando a população que necessita desses importantes serviços.

O Correios completa, no próximo dia 20 de março, 358 anos de serviços prestados ao povo brasileiro, sendo uma das empresas mais antigas entre as estatais. A relação do Correios com o povo do nosso país vai além de uma simples entrega de correspondência. O Correios é uma empresa com grande capilaridade e extremamente estratégica para o Estado brasileiro, já que está presente de ponta a ponta do Brasil, garantindo assim a integração e soberania nacional.

Além disso, o Correios é responsável pela entrega de material e livro didáticos em todas as escolas da rede pública do Brasil. É a logística dos Correios que transporta as urnas eletrônicas de Norte ao Sul do país para que os brasileiros possam exercer o direito ao voto, garantindo a cidadania. Também é a única empresa que consegue entregar as provas do Enem em todas as regiões em duas horas, fazendo a maior e mais rápida operação logística do mundo em tão pouco tempo, em um país com dimensões continentais como o Brasil.

A nossa empresa é considerada pela UPU (Universal Postal Union) como a melhor do mundo. Outro ponto importante é a questão tarifária. O Correios, por ser uma empresa pública, pratica preços justos e acessíveis para a população.

O projeto de Lei elaborado pelo desgoverno Bolsonaro tem interesses empresariais escusos com o objetivo de apenas atender aos anseios destrutivos dessa política entreguista, que não se importa com as necessidades do povo brasileiro, que será o mais prejudicado sem ter acesso a esses e a muitos outros serviços essenciais.

A venda do Correios precarizará o serviço postal, já que não irá garantir a universalização dos serviços postais, do qual o Brasil é signatário na UPU. Assim como vem acontecendo em Portugal, e como foi na Argentina quando privatizaram o serviço postal, o povo ficou sem ter acesso as correspondências pelos altos preços das tarifas e pela falta de interesses das empresas privadas em atuarem nas áreas mais remotas, pois não eram lucrativas, causando a exclusão social dos que viviam nesses lugares.

Diante disso, a FENTECT dirige essa nota à população e aos parlamentares para que se coloquem contra a venda dessa empresa pública, que tem a identidade do povo brasileiro.

A FENTECT continuará combatendo a sanha do entreguismo desse governo e organizará os trabalhadores para esse enfrentamento que se avizinha. Assim como derrotamos a agenda privatista de Fernando Henrique Cardoso no passado, também vamos derrotar a de Paulo Guedes e Bolsonaro. 

O que está em jogo não é apenas a venda das empresas públicas, mas sim a soberania nacional, que é ameaçada diariamente por esses lacaios do mercado internacional.

O Correios é do povo brasileiro e não desses aventureiros passageiros que se instalaram no poder para entregar o Brasil a preço de banana para o capital estrangeiro.

Por um Correios público e de todos.

Não à venda dos Correios!

#ForaBolsonaro

#NãoÀPrivatizaçãoDosCorreios

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