SDs prejudica trabalhadores e acelera privatização

O novo Sistema de Distritamento (SD) que vem sendo implantado na ECT, traz consequências perversas para a saúde dos trabalhadores, além de ser um instrumento para acelerar a privatização. A iniciativa diminui o efetivo, deixa os trabalhadores sobrecarregados, doentes e diminui a qualidade do serviço.  O SD é uma reestruturação no serviço de distribuição com objetivo de “enxugar” o processo. Na prática, é fazer mais, com menos trabalhadores e ainda aproveitando a pandemia para justificar o “ajuste”.
Embora a GEDIS tenha dito em reunião que os carteiros que passam a “sobrar” não serão remanejados, sabemos que a jogada é casada. Primeiro, vem o SD – cada carteiro com 2 distritos de DDA (4 lados), aumenta a pressão e “sobra” carteiro. Segundo, vem o PDI para desligar trabalhadores em fevereiro. Entenderam? Coisa semelhante que aconteceu aos carteiros que “sobraram” com a aplicação do DDA. Até porque de concurso não se ouve falar. O mesmo em relação às promessas de que o DDA acabaria com as dobras.
Tem outro agravante: a ECT instituiu distritos de bicicleta, em alguns locais com 100% dos distritos de bicicleta. Uma total falta de bom senso, inclusive porque ela sequer contratou o número necessário de bicicletas. A bicicleta não pode ser uma obrigação. Até porque existem dois tipos de carteiros, o pedestre e o motorizado.

Para piorar, a bicicleta, pelo Código de Trânsito é considerada veículo e só poderá andar no passeio público se tiver autorização prévia, com a devida sinalização necessária. Além disso, os acidentes com bicicleta podem vitimar o carteiro, inclusive, com morte. Ao obrigar o carteiro a trabalhar de bicicleta é de responsabilidade da ECT providenciar os equipamentos de proteção, como capacete, joelheira, cotoveleira e afins.
A ECT não perde por esperar. A indignação, o cansaço e a raiva estão tomando conta da categoria e o SD representa um motivo a mais para que os trabalhadores se levantem e protestem.

O Sindicato não só apoiará com todas as suas forças toda e qualquer luta da categoria, como se coloca na linha de frente para cavar uma forma de trancar essa atitude da ECT de achar que pode forçar os trabalhadores a caminhadas extenuantes, quantidades exageradas de objetos qualificados, jornadas intermináveis, horas extraordinárias e convocações exaustivas.  

Assessoria de Comunicação

22/12/2020 19:25:42

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