Opressão religiosa na ECT

Estamos vivendo tempos verdadeiramente obscuros. Na ECT estão oprimindo, desrespeitando o direito sagrado da liberdade religiosa.
A ECT está oprimindo trabalhadores de rito religioso que guardam os sábados, os sabadistas, exigindo desses trabalhadores que cumpram a jornada de 4 horas para fechar as 44 semanais aos domingos, das 8h às 12h. Tenham dó.

E pasmem! Não se trata de que os trabalhadores, que professam a fé que guarda os sábados, estejam recusando-se de cumprir a jornada ditada pela ECT. Propuseram-se e iniciar a pagar as horas dos sábados trabalhando jornada superior as 8 horas, durante a semana. Mas, a ECT voltou atrás e está fazendo um verdadeiro sacrilégio.
Sabadistas são membros de Igrejas como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, da religião judaica e muitas outras Igrejas. Guardar o sábado implica na abstenção de quaisquer atividades de trabalho e em se engajar no repouso para se honrar o dia do Sabá (Shabat) – “E Deus abençoou o sétimo dia e o santificou porque nele se absteve de todo o Seu trabalho que Deus havia criado para completar seus feitos”.
Será que a ECT não conhece a Constituição brasileira no seu artigo 5º, inciso VIII – “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”.
Mas, respeitar a religião não significa desdizer o estado brasileiro laico. Também comungamos da necessidade e obrigação de separar religião e política. Aliás, isso é uma conquista da evolução humana. E quando falamos em direitos democráticos, estamos falando em bom senso, em alteridade, respeito as minorais, direitos esses que são inalienáveis.
Ao que parece, o objetivo dos dirigentes da ECT é fazer os sabadistas abrirem mão da religião, o que se caracteriza como opressão. Chegaram a carimbar os espaços reservados às manhãs de domingos, no cartão ponto, como jornada a ser trabalhada.
Outrossim é que o trabalho aos sábados com todo o efetivo não estava sendo praticado pela ECT, ou seja, a realidade de hoje se constituí como uma novidade. Nesse caso, o empregador deveria respeitar a religião do trabalhador, e não lhe impor algo que, em última instância, questiona o seu credo, a sua religião, ultrajando e menosprezando a sua liberdade religiosa.  
Pois, então, saibam que já existem decisões judiciais favoráveis ao respeito à religião, a guardar os sábados. Até porque não fosse a intransigência e a sede de oprimir da ECT, esses trabalhadores estariam cumprindo jornadas superiores às 8 horas durante a semana. Esperamos que o Natal traga luz sobre os dirigentes da ECT. Caso contrário a assessoria jurídica do Sindicato tomará as providências necessárias.   

Assessoria de Comunicação

24/12/2020 18:12:50

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