ECT implanta novo SD no CDD Zona Norte com 500 mil postais represados   

Na terça-feira (01/12), o SINTECT-RS participou de uma reunião na porta do CDD Zona Norte com os trabalhadores, protestando contra a implantação do SD. Mas ao dar sequência aos questionamentos dos trabalhadores, o Sindicato soube que existem 500 mil postais parados no CDD.

Fizeram bem os trabalhadores em resistir à implantação do SD. Primeiro, por que tal implantação sequer segue as normas da ECT, que diz que a implantação de novo SD só se dá com a casa limpa.  Segundo, que o tal SD novo serve para aumentar o número de ruas por carteiro.  Cada novo distrito é a soma de 4 lados do SD anterior (A e B + A e B).  O carteiro vai fazer A e B num dia e no dia seguinte fará os outros A e B, sempre acumulados. Se não resistirmos amanhã a ECT vai implantar um distrito com todo o ABCdário.

 

Tem até um “migué” que a ECT está usando em algumas cidades de que existiria “distrito de bicicleta”. Como se houvesse função para “carteiro bicicleteiro”. Não faz muito a GEDIS falava em tirar as bicicletas dos CDDs. O que será que mudou? Certamente não é um ato de benevolência. Até porque a ECT, embora diga que está respeitando os 8 quilômetros de percorrida máxima, ela não respeita a diferença existente entre regiões com alta densidade (objetos e pontos de distribuição) e baixa densidade. Além, de considerar distribuição em “Z” em avenidas de grande fluxo de carros e ainda sem falar na inexistência do cálculo do tempo ocioso, distância percorrida do CDD ao início do distrito e retorno. 

Acertaram os trabalhadores do Zona Norte, porque a sua resistência e os necessários encaminhamentos do Sindicato estão voltados para resgatar um trabalho de qualidade para a população. Existem correspondências no CDD do mês de março. Isso pode Floriano Peixoto? GEDIS? Superintendente?

Chega a ser repugnante a atitude da ECT em se aproveitar da pandemia para impor uma exploração sem igual. Não basta o risco de contaminação que os trabalhadores estão enfrentando; o número reduzido de trabalhadores por conta do afastamento dos que pertencem ao grupo de risco; ainda querem “tirar o coro” do trabalhador.

Está aí o motivo pelo qual a ECT quer o Sindicato longe dos setores de trabalho. Todo aquele esforço para tirar do Acordo Coletivo as reuniões setoriais tinha somente como objetivo explorar mais e mais a categoria.

Mas, pode escrever ECT: se as reuniões não forem dentro das unidades serão na rua. O Sindicato continuará sendo a tábua de salvação dos trabalhadores e a pedra no sapato da gestão. Ainda mais quando pegamos brechas como a de que existe 500 mil objetos parados no CDD.

Má gestão expõe os trabalhadores, baixa a qualidade do serviço à população e dá motivo aos que querem privatizar. Por isso, todo esforço de resistência e denúncia se faz necessário.

Assessoria de Comunicação

01/12/2020 22:21:05

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