Amazon, que tem interesse no Correios, faz sua fortuna com custos humanos e ambientais

Amazon, que tem interesse no Correios, faz sua fortuna com custos humanos e ambientais

Entre as empresas que já manifestaram interesse no Correios, está a Amazon, uma das maiores e mais ricas corporações do mundo. Mas ela não chegou nesta condição de graça. O seu tamanho, assim como a fortuna do seu CEO Jeff Bezos (uma das maiores fortunas do mundo), segundo reportagem da Carta Maior, é construído em cima de altos custos humanos e ambientais. A Amazon, de acordo com o texto, maltrata os funcionários, destrói o clima e mina as instituições públicas que sustentam as democracias.

Portanto, enfrentar a Amazon exigirá um movimento global organizado pelos trabalhadores, pelos povos e pelo planeta.

No dia 27, dia da Black Friday, teve início uma coalizão internacional planetária de trabalhadores-ativistas – a  #MakeAmazonPay (a Amazon deve pagar). Neste dia, em diversas cidades do mundo, ativistas organizaram mobilizações em locais-chave da Amazon, cobrando o fim da impunidade contra a Amazon e a responsabilização pelos seus atos.

O poder da Amazon, em muitos lugares do mundo, não dá opção a produtores e fornecedores, senão fazer parceria com ela para ter acesso aos consumidores. Utilizando tecnologias de vigilância em massa, a corporação se infiltrou em milhões de lares e coletou os dados mais íntimos dos consumidores. Em função dos seus tentáculos em diversos setores (como serviços financeiros, fornecimento de alimentos e atenção à saúde), a Amazon, diz a matéria da Carta Maior, “tornou-se um Estado transnacional privado predatório e totalmente irresponsável – ou, de fato, um império do século XXI”.  Uma condição conquistada em muito frente à ausência de um movimento comum que denunciasse e desafiasse a corporação, o que pode começar a mudar a partir do movimento #MakeAmazonPay.  Um movimento que vem sendo fortalecido  por alianças trabalhistas transnacionais lideradas pela UNI Global Union e pela Amazon Workers International, que conseguiram integrar a resistência antes difusa dos trabalhadores.

O movimento define três objetivo para fazer a Amazon pagar suas dívidas para com os trabalhadores, o planeta e a sociedade:

– Reconhecer a natureza internacional e intersetorial da luta contra a Amazon;
– Organizar a ação para além das fronteiras nacionais e das esferas estreitas do ativismo;
– Politizar a luta levando-a diretamente às arenas legislativas de todo o mundo.
Por fim, diz a matéria sobre a campanha: “A missão desta campanha é tão simples quanto radical: criar um mundo diferente. Um mundo em que as corporações que servem principalmente aos interesses de seus CEOs sejam substituídas por cooperativas que sirvam aos interesses coletivos. Um mundo em que a atividade econômica não leve à destruição do clima, mas à reconstrução e florescimento do meio ambiente. Um mundo em que os mercados sejam governados por instituições democráticas, e não o contrário. E a solidariedade é o veículo para alcançar este mundo. Fazer a Amazon pagar é por onde vamos começar”.

Assessoria de Comunicação

C/Informações da Carta Maior

01/12/2020 19:49:37

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