SINTECT-RS marca presença em ato pedindo justiça para Mari Ferrer e fim da cultura do estupro

Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios participaram, no domingo (8), do ato realizado em Porto Alegre, pedindo justiça para Mari Ferrer e pelo fim da cultura do estupro, uma prática que, em 2018, atingiu 66 mil vítimas, o maior índice desde que os dados começaram a ser computados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2007. Ocorrem em média 180 estupros por dia no Brasil, um crime que só aumenta e que aponta como perfil do agressor uma pessoa próxima da vítima, muitas vezes seu familiar (como pai, avo e padrasto).

Durante a atividade, o Sindicato chamou a atenção para a situação de que não existe estupro culposo e remeteu a situação do assédio moral e sexual sofrido pelas trabalhadoras.

Centenas de manifestantes participaram do ato, que ocorreu no Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre e somou a uma série de outros atos em apoio à Mariana Ferrer em todo o país. Se somou ao ato,  o pedido de justiça por outro crime ocorrido no Cassino, em Rio Grande dia 2, com o feminicídio de Simone Souza.

Houve falas de lideranças dos movimentos de mulheres, movimentos sociais, comunitárias, parlamentares, entidades estudantis e entidades estudantis

O Caso Mari Ferrer

A influencer digital Mariana relata ter sido estuprada por Aranha há cerca de dois anos em uma festa. Segundo ela, o crime aconteceu em dezembro de 2018, quando tinha 21 anos. A jovem afirma que o empresário a drogou e a estuprou em uma sala reservada de uma casa noturna da capital catarinense. O empresário é defendido por Cláudio Gastão da Rosa Filho. Em setembro deste ano, o juiz Rudson Marcos absolveu o acusado por falta de provas. O site The Intercept mostrou cenas de uma audiência do caso, em que é possível assistir Gastão humilhando Mariana.

Enquanto Aranha foi absolvido das acusações, Mariana teve fotos pessoais expostas e sua virgindade questionada durante uma audiência. O advogado Cláudio Gastão citou a situação financeira da vítima para acusá-la de tirar proveito econômico da “desgraça dos outros” e ainda mostrou fotos dela que classificou como “posições ginecológicas”, entre outras agressões. A vítima começou a chorar e implorou para ser tratada de forma digna, mas o advogado então prosseguiu dizendo que eram “lágrimas de crocodilo”.

O ato exigiu justiça para Mariana Ferrer e para todas as mulheres vítima de violência.

CONFIRA AS FOTOS DO ATO

Assessoria de Comunicação

08/11/2020 21:07:49

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