Minuto de silêncio e panelaço marcam ato dos trabalhadores de Correios nesta sexta-feira (11)

Os trabalhadores do Correios realizaram um grande ato na manhã desta sexta-feira (11), em frente ao prédio sede, em Porto Alegre. A atividade reuniu trabalhadores em greve da capital, do litoral norte, Vale dos Sinos e região metropolitana.

O ato iniciou às 10 horas, com uma fala do secretário-geral do Sindicato, lembrando que se tratava de um ato de luta – em defesa dos direitos que a empresa está querendo destruir – e de luto, em homenagem aos mais de 100 colegas mortos pela Covid-19. Para homenagear a memória destes colegas, os trabalhadores, atendendo a pedido do Sindicato, trocaram as tradicionais roupas amarelas, característica da categoria, pelo preto e portavam balões pretos.

APOIOS

Representantes de centrais sindicais, movimentos sociais e lideranças de outras categorias participaram do ato em apoio aos trabalhadores em greve e em defesa da classe trabalhadora e contra a privatização das empresas estatais.

A representante da Intersindical, Tamires, lembrou o projeto do governo Bolsonaro de sucatear os serviços públicos para poder privatizar, sem considerar que são serviços essenciais para a população, como é o do Correios. “Faça chuva ou sol, os trabalhadores estão lá entregando as cartas”, pontuou a dirigente. Ela frisou, ainda, que é uma mentira dizer que o Correios não dá lucro. “Dá muito lucro e a gente sabe que o projeto do Bolsonaro é sucatear para entregar para empresas internacionais explorarem estes serviços. O Correios é patrimônio dos brasileiros e a gente está nesta luta com vocês”, declarou.

Já representando o movimento quilombola, destacou que as lideranças do movimento apoiam a greve dentro das possibilidades do movimento. Lembrou que várias famílias negras construíram suas histórias a partir desta empresa pública, e defendeu que é estratégico manter ela como pública. “Temos uma história conjunta, ombro a ombro. Os trabalhadores de Correios estiveram em momentos decisivos na defesa dos territórios quilombolas e agora estamos aqui apoiando sua luta”, acrescentou ele.

PRECISAMOS DE TODOS

Depois das falas das representações, os trabalhadores foram convidados a se manifestarem. Invariavelmente denunciaram os desmandos da empresa e fizeram um apelo para que todos participem da greve. Também frisaram que as atitudes da empresa hoje, como não pagar o tíquete, exigir que trabalhem finais de semana e feriados corridos, por exemplo, são frutos da sua política de tentar fazer vale a CLT. Alertaram que quem está trabalhando sob condições desumanas, está exatamente fortalecendo a empresa para que ela continue aplicando sua gestão precarizante. “Precisamos de todos na greve para recuperar o nosso ACT”, concordaram os trabalhadores que se manifestaram.

MINUTO DE SILÊNCIO

Uma colega de Torres, presente ao ato, relatou as ações de solidariedade em sua região durante a greve, no sentido de ajudar uma menina que precisa de um tratamento raro, cujo medicamento só é encontrado nos EUA a um custo de 12 milhões e pediu a colaboração de todos. Foi sugerido um mutirão para ir à Torres auxiliar na “triagem” de tampinhas com objetivo de arrecadar fundos para a aquisição do Medicamente.

Foi dela também o pedido de um minuto de silêncio, em memória e como homenagem aos colegas que foram vítimas da Covid-19.

PANELAÇO E CONTINUIDADE DA GREVE

No final do ato, depois de votarem a continuidade da greve, os trabalhadores realizaram um panelaço, como forma de protesto pelos desmandos e confusões propositais da empresa em relação ao tíquete alimentação. Tudo para a empresa, é motivo de pressão, e os trabalhadores devem estar atentos e virem para a greve. Somente a validade do ACT com todas as suas cláusulas dá garantias aos trabalhadores de terem a normalidade de seus direitos.

A GREVE CONTINUA!

Confira como foi a atividade pelo facebook – https://bit.ly/35wl1vA

Confira imagens da atividade. 

Assessoria de Comunicação

11/09/2020 16:08:22

 

 

 

 

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