Defender os serviços públicos é tarefa de todos os cidadãos

Nos EUA os altos custos hospitalares e de atendimento médico faz com que as pessoas mesmo machucadas, implorem para não serem levadas a um hospital ou terem atendimento médico. Não há também um sistema de seguridade, que garanta um salário se o trabalhador estiver doente e receber licença-medida. A escolha neste caso é entre ficar sem salário ou ser demitido.

Em lugar de um sistema de saúde público, os americanos tem um sistema privado com fins de lucro, para as pessoas que podem pagar, e o resto tem que se virar os ter planos de seguros que não cobrem quase nada.  E os custos são altíssimos e uma perna quebrada pode sair mais de 30 mil reais, três dias num hospital cerca de 120 mil reais e é simplesmente impossível financeiramente tratar um câncer.

Agora pense na educação, nos bombeiros, na segurança, no atendimento em órgãos públicos e em diversos outros setores da vida. Em resumo, os serviços públicos são essenciais e fundamentais à vida dos brasileiros.

Mas, depois de acabar com os direitos trabalhistas, com a aposentadoria, já que pelas novas regras o trabalhador vai ter que trabalhar até morrer, o governo quer agora acabar com os serviços públicos. A tal reforma administrativa, cujo discurso é o mesmo das outras reformas, gerar emprego, falta de dinheiro e outros blá, blá, blá. O que ele não diz é que a grande prejudicada com esta reforma, além dos servidores públicos, será a população brasileira.

DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO

Por isso, e para esclarecer a população quanto aos prejuízos que virão da destruição do setor públicos do governo Bolsonaro, as centrais sindicais estão convocando para a quarta-feira (30), um DIA NACIONAL DE LUTA EM DEFESA DO SERVIÇO PUBLICO. Neste dia serão realizados atos presenciais e virtuais em todo o país. Em Porto Alegre, a manifestação dos servidores estaduais, federais e municipais será às 11 horas, em frente ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), em Porto Alegre. Antes, às 9h, será realizada uma carreata. O SINTECT-RS estará presente nas duas atividades.

Também serão realizadas atividades no interior do Estado, em cidades como Bagé, Caxias do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande e São Leopoldo.

As atividades do dia 30 marcarão a largada da campanha em defesa do Serviço Público. Outras atividades serão realizadas em datas posteriores como sequência da campanha.

Na prática, a reforma administrativa de Bolsonaro está diretamente relacionada ao seu projeto de privatização de tudo que for possível e começa pelo sucateamento do serviço público prestado à população.

Ou seja, primeiro sucateia, piorando os serviços, com falta de pessoal e equipamentos e depois entrega tudo para a iniciativa privada, com o esfarrapado discurso de que irá melhorar o serviço. Só que tudo que já foi privatizado tem mostrado o contrário. O serviço piora e os custos aumentam, ficando impagáveis em alguns casos. População e servidores públicos são penalizados.

O QUE TEM POR TRÁS DESTA REFORMA?

Por trás da reforma administrativa está a intenção do governo de acabar com as atribuições  do Estado (como saúde, educação, segurança e moradia) e passar tudo, que diga-se de passagem é pago pelo cidadão através de impostos, para a iniciativa privada.

O SERVIÇO PÚBLICO É IMPORTANTE SIM!

A atual pandemia de coronavírus é uma mostra da importância do serviço público. O Estado, através do SUS, tem sido fundamental para o atendimento da esmagadora maioria da população infectada que não tem recursos para pagar um atendimento privado. São pessoas que não fosse o SUS, morreriam. E isto é serviço público e sem ele, a tragédia do coronavírus, que já passa dos 140 mil mortos, seria ainda maior.

Portanto, que não haja dúvidas: os serviços públicos e os servidores, são importantes sim! E por isso, é importante que no dia 30, nas ruas ou nas redes, os trabalhadores participem da luta contra a reforma administrativa que colocará a saúde, educação, segurança e outros serviços apenas para quem pode pagar.

CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES

A outra frente de ataque ao setor público é o desmonte e a privatização de estatais importantes para a soberania e o desenvolvimento do país. Petrobras, Eletrobrás, Correios e outras empresas, como bancos públicos, estão em uma lista de privatizações de Bolsonaro e Paulo Guedes

As estatais, estão na linha de frente da soberania brasileira e são os principais alvos do governo. Na mesma data (30 de setembro), o Supremo Tribunal Federal julgará uma ação que contesta a criação de subsidiárias para vender ativos da Petrobras, ou seja, fatiar a empresa e privatizá-la em partes, sem a necessidade de autorização legislativa.

Assessoria de Comunicação

29/09/2020 18:40:12

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