Carreata mostra que greve está forte no RS

A grande carreata realizada nesta quarta-feira (2) pelos trabalhadores do Correios que estão greve, mostrou que o movimento está forte e há grande disposição da categoria de continuar a luta em defesa dos seus direitos, da vida e contra a privatização da empresa.

A concentração, que iniciou em torno das 10h no largo Zumbi dos Palmares, embora tenha que ter sido trocada de local em função do bloqueio no largo pela EPTC e Brigada Militar, só animou ainda mais os participantes da carretada. Em pouco tempo, dezenas de carros e de motos já tomavam as ruas próximas ao local. Os veículos que chegavam logo iam sendo enfeitados com bandeiras, cartazes e adesivos, mostrando à população as razões da greve.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além dos trabalhadores de Correios, representantes das centrais sindicais e de outras categorias, também manifestaram seu apoio ao movimento, defendendo suas reivindicações e luta contra um governo que só faz destruir os direitos dos trabalhadores e se solidarizaram nas trincheiras contra a privatização da empresa.

VEM PRÁ LUTA

Quando a carreata saiu do local de concentração, já contava com mais de 100 carros e motos de Porto Alegre de outras cidades do Estado. Ao longo do trajeto, no caminhão de som, dirigentes sindicais iam animando os participantes e dialogando com a população, explicando as razões do movimento e pedindo apoio a uma greve justa e necessária.

Um dos momentos mais simbólicos foi quando a carreata passou na quadra do prédio Sede da empresa. Os colegas que se mantém trabalhando foram para as janelas e foram chamados a aderir ao movimento pelos participantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Durante todo o trajeto, os trabalhadores de Correios receberam o apoio de outros carros que se manifestavam buzinando e da população nas calçadas, que fazia sinal de positivo.

A carreata também passou em frente ao CTCE da Sertório e foi finalizada na Arena do Grêmio, no bairro Humaitá, em Porto Alegre.

NOSSA GREVE É POR DIREITOS

É sempre bom lembrar que a greve não é por reajuste. Ela é fundamentalmente contra a retirada de 70 das atuais 79 cláusulas do Acordo Coletivo, reduzindo a renda da categoria em cerca de 40%, e necessária frente a intransigência da empresa que se nega a negociar, até mesmo com o TST, que apresentou uma proposta mediada, os trabalhadores manifestaram posição de aceitar, mas a empresa recusou.

O salário inicial da maior parte dos trabalhadores dos Correios é de R$ 1.700,00, o menor entre todas as empresas públicas do Brasil. Contudo, como categoria organizada, os ecetistas conseguiram uma série de direitos – que foram retirados pela diretoria – e que fazem parte das reivindicações da categoria para encerrarem a greve.

CONFIRA FOTOS DA CARREATA

 

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