Ato na Sertório escancara situação da Covid-19 no local

Um ato realizado pelo Sindicato e pelos trabalhadores da unidade da Sertório, denunciaram o descaso com que a empresa vem tratando o surto de Covid-19 no local.

Segundo os trabalhadores, apesar dos casos já confirmados de trabalhadores da unidade testado positivo com coronavírus, tiveram também casos de trabalhadores que haviam sido emprestados para o Centro de Triagem e retornaram para suas lotações de origem contaminados, uma situação considerada muito grave pela categoria.

Durante as falas, eles os dirigentes lembraram que as contaminações no Correis vem aumentando em todo o país, sem que a empresa tome providências concretas para conter a pandemia, de olho apenas no aumento dos lucros com o crescimento do volume de encomendas em função da pandemia.

Para os trabalhadores, não é possível brincar com um vírus que matou mais de 70 mil brasileiros. Eles querem que a empresa faça a testagem e afaste os trabalhadores do local, orientação que tem sido, inclusive, feita pela Vigilância Sanitária, que tem mandado fechar locais com surtos, além de recomendar a testagem em todos os trabalhadores.

Mas, segundo a categoria, a importância que a empresa está dando para a situação é praticamente nenhuma. Para os gestores, a pandemia só existe quando é para rebaixar o Acordo Coletivo, como estamos vendo na negociação deste ano. Já a saúde e a vida dos trabalhadores, para ela, não têm qualquer importância.

“Tudo que ela tentou tirar nos outros anos, tudo que tentou impor aos trabalhadores, como o banco de horas e o cargo amplo, ela quer fazer agora, se aproveitando da pandeia, no momento em que é difícil fazer assembleia. Quer rebaixar nosso salário e direitos para ficar mais fácil de privatizar. Faz isso enquanto o mundo inteiro diz que é necessário fortalecer o estado, que o estado cuide dos trabalhadores, dos desempregados, das pequenas empresas”, colocou um trabalhador.

Outro dirigente colocou que a manifestação era necessária, porque a direção da empresa não respeita os trabalhadores, nem os concursados, nem os terceirizados. “E a categoria precisa dar uma resposta a esse descaso. É preciso que os trabalhadores se organizem. A vigilância sanitária tem atuado, mesmo assim, no caso da Sertório, pouca coisa foi mudada. Já o Judiciário manda o Sindicato conversar com a empresa, o que estamos tentando desde março, mas a empresa só enrola. A via que sobrou aos trabalhadores é a via da mobilização. Temos que mostrar para a empresa que podemos parar as máquinas”.

Eles também criticaram as jornadas exaustivas, as convocações que nunca terminam e são para sábados, domingos, feriados. Cadê a vida? Cadê a saúde? questionam eles. “Se o governo federal não cuida, se a direção da empresa com indicados políticos não cuida, são os trabalhadores que têm que cuidar da sua saúde”, frisou o dirigente do SINTECT-RS.

O dia faz parte do calendário de lutas e para os trabalhadores do Correios tem a ver com a postura da direção da empresa, que está dizendo que os trabalhadores têm que discutir o acordo coletivo,  e, por outro, impede o Sindicato de ter acesso aos trabalhadores.

ATO PELA VIDA

As manifestações do dia 10 na Sertório e, também, em Canoas, integraram a jornada de luta das centrais em defesa da vida dos trabalhadores, e para enfrentar a política do governo Bolsonaro para retirar direitos dos trabalhadores em meio a pandemia.

Assessoria de Comunicação

14/07/2020 15:38:31

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