Em meio a pandemia, governo da morte continua insistindo nas privatizações

Como se não bastasse os trabalhadores terem que se preocupar como vão sobreviver a pandemia frente ao descaso do governo e dos gestores do Correios, a categoria tem ainda que se preocupar e resistir a ameaça da privatização da empresa.

É certo que esta ameaça não é nova, mas o governo tem se aproveitado da situação da economia agravada pelo coronavírus para tentar vender a privatização como uma saída para a recuperação da economia, o que não é verdade.

Paulo Guedes disse que a retomada dos mercados deve recuperar o “apetite” no segundo semestre e citou um levantamento de 159 empresas e subsidiárias que podem ser privatizadas. Informou que em vez de fazer a privatização de todas, o governo deve escolher três ou quatro grandes empresas para privatizar no segundo semestre, entre elas o Correios, além da Eletrobrás e Petrobrás.

Essa postura mais uma vez demonstra as mentiras da gestão da empresa quando tentou vender para os trabalhadores a ideia de que indo para às ruas, trabalhando bastante nas entregas de encomendas no período de pandemia poderiam mostrar que o Correios é essencial. Para este governo, assim como para os gestores que caíram de paraquedas na empresa, o Correios é uma das meninas dos olhos para a privatização. Segundo ele, o setor privado, que tem demitido aos milhares, cortado salários e apenas mamado nas tetas do governo, será o “motor do crescimento” pós pandemia.

O ministro banqueiro privatista neoliberal Paulo Guedes, também tem comemorado a possibilidade de congelamento do salário do funcionalismo em 2020 e 2021, como se isso já não estivesse sendo feito, e minimizado uma outra tragédia que assola os brasileiros: o desemprego. Guedes informou que o Brasil perdeu “apenas” 1 milhão de vagas de trabalho, esquecendo que mesmo antes da pandemia, este número já batia na casa dos 13 milhões, estando agora, portanto, em mais de 14 milhões.

Esta tem sido uma bandeira permanente de luta dos trabalhadores de Correios que não pode ser esquecida. Neste momento, o foco está no coronavírus, mas não podemos deixar de estar atentos e reagir, caso esta pauta venha de fato a se fortalecer.

Nossa saída para o coronavírus é coletiva. E a luta contra a privatização também.

Assessoria de Comunicação

14/05/2020 22:56:01 

Pin It on Pinterest