E como ficarão as Agências agora?

Recentemente fomos surpreendidos com o anúncio do Ministro da Cidadania, Onix Lorenzoni, de que as agências de Correios assumiriam parte da demanda do auxílio emergencial. Os tais R$ 600, 00 que tem direito os trabalhadores informais e outros. Dinheiro que embora sendo pouco, é muito necessário para que esses trabalhadores possam fazer a quarentena e preservar a sua saúde e a de seus familiares.

A surpresa com tal anúncio é porque sabemos da carência de mão de obra nas agências. Antes da pandemia o déficit já era grande, agora está maior ainda, com o justo afastamento do pessoal do grupo de risco.

Assim como o Bolsonaro não reconhece a importância do isolamento social, não é nenhuma novidade que o seu ministro ache que o Correios pode abraçar mais essa tarefa.

Foi uma luta convencer a ECT sobre os EPIs. A proteção de acrílico nas agências está chegando somente agora (foto ). Isso, há quase 60 dias da primeira morte por Covid-19 reconhecida oficialmente no Brasil.

 

É uma vergonha constatar que há poucos dias as agências de Correios tinham, no máximo, um pedaço de fita de sinalização zebrada como medida protetiva, para tentar manter o cliente afastado do guichê, isso num momento em que já víamos estabelecimentos com filas na rua; com marcadores de distanciamento no chão; profissionais com máscaras e luvas; restrição ao número de pessoas dentro desses estabelecimentos; higienização “in loco”; álcool em gel a disposição.

Na Agência Central, além do acrílico e da fita “guerreira” (que não consegue deter a ansiedade do cliente que parece querer subir pelo guichê), tem umas duas marcas no chão (foto). Nada de luvas para quem lida com dinheiro. Nenhum tipo de organizador de fila, seja mecânico ou mesmo uma pessoa (situação para a qual o extinto vigilante poderia desempenhar um importante papel).

A demora em tomar decisões ou a falta de iniciativas da ECT demonstram que suas preocupações estão na casa dos numerários, do superávit. Está correndo atrás de novos contratos, do lucro em detrimento da vida. Procedimento igual ao do presidente genocida Bolsonaro, que coloca a economia acima de todos e a sua reeleição acima da vida!

Assessoria de Comunicação

18/05/2020 19:17:31

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