Bolsonaro amplia o “toma lá, dá cá” e usa Correios como moeda de troca

Usando a velha política do “toma lá, dá cá”, o governo Bolsonaro e seus ministros, principalmente o entreguista Paulo Guedes, estão negociando com o Centrão (um grupo que reúne cerca de 200 dos 513 deputados da Câmara, de diversos partidos pequenos), a aprovação para a privatização, mesmo que parcial, do Correios. Em troca, receberiam cargos de comando nas estruturas federais, inclusive na própria empresa. O governo ganharia, ainda, com este “troca-troca”, apoio político em caso de um possível pedido de impeachment. De acordo com as articulações que vêm sendo feitas por Guedes, na prática e no velho dito popular, o governo “mataria dois coelhos, com uma cajadada”.

Verbas que estavam bloqueadas no Orçamento já foram liberadas para o MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional) e as obras já funcionariam como contrapartida pelo apoio neste momento.

Nas conversas, o governo tem usado a privatização como forma de compensar gastos decorrentes da crise causada pela pandemia, com os programas emergenciais. Já o ministro Marcos Pontes (da Tecnologia), também discutiu com Guedes e Bolsonaro quais rumos tomar na privatização dos Correios que, a exemplo da Eletrobras, sempre ajudou politicamente na construção de base de apoio no Congresso via cargos.

Na semana passada, Guedes se aproveitou de uma videoconferência com empresários ligados à Fiesp, e afirmou, em nome de Bolsonaro, que haveria empenho do presidente em levar adiante a agenda liberal de privatizações e reformas estruturantes.

Assessoria de Comunicação

C/Informações do Correiosdobrasilfuncionários.com.br

21/05/2020 11:10:56

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