SINTECT-RS informa sobre reunião com MPT e ações pela saúde dos trabalhadores

Desde janeiro o Sindicato vem questionando a ECT sobre a necessidade de tomar providências para garantir a saúde e a vida dos trabalhadores e trabalhadoras frente aos riscos de contaminação pelo Coronavírus.

Nesta segunda (23), o SINTECT-RS no Ministério Público do Trabalho (MPT), por iniciativa da entidade. A Empresa se obrigou a comparecer, porém não se comprometeu com coisa alguma (ata em anexo). Por isso, mantemos a orientação (imediata): a categoria não deve sair para as ruas, não deve atender ao público, manipular encomendas ou trabalhar, se não houver a garantia do resguardo (álcool em gel, distanciamento dos clientes, entre outras medidas) que protejam o trabalhador e a trabalhadora.

Ofícios à empresa

O Sindicato também encaminhou ofícios à empresa solicitando providências, mas a ECT só foi se mexer na última terça-feira (20), com o Primeira Hora e mesmo assim, sequer conseguiu aplicar por completo as medidas que ela mesmo determinou.

Liberou os integrantes do grupo de risco, pais e mães com filhos pequenos com aulas suspensas e quem coabita com pessoas do grupo de risco. As contradições da empresa deram aos gestores locais interpretarem ao seu bel prazer as recomendações. Sequer conseguiu colocar álcool em gel em todas as unidades. O produto está sendo repassado aos carteiros em garrafas PET abertas e com tampa furada (foto). Vai evaporar o álcool.

Também não garantiu a diminuição das aglomerações (vide sobreposição de turnos no Complexo da Sertório). Ao mesmo tempo que se defende dizendo que as liberações baixaram em muito o público nas unidades, agora, gira trabalhadores para o Complexo, contribuindo para aumentar a aglomeração.

Serviço essencial é secundarizado

No MPT, o Superintendente Estadual disse não ter autoridade para fechar 100% do Correios como foi pedido pelo Sindicato, usando como argumento o decreto do governo Bolsonaro, que colocou a ECT como serviço essencial. Mas, no dia a dia, declarado pelo SE, a prioridade são as encomendas e não as cartas. Ou seja, o objeto que caracteriza o Correios como serviço essencial é secundarizado.

O Sindicato exigiu que seja resolvida a sobreposição de horários; que se garanta uma dinâmica no atendimento ao público que não exponha os(as) trabalhadores(as); que as unidades garantam ventilação e outras medidas preventivas. Mas a empresa só se comprometeu em distribuir álcool em gel em 100% das unidades até a sexta-feira (27/03).

O Sindicato solicitou, ainda, que para os(as) trabalhadores(as) evitarem aglomerações no transporte público, possam se apresentar nas unidades mais próximas de suas casas e que a higienização nas unidades seja diária.

Avaliamos que a audiência no MPT não atendeu as expectativas, porque a ECT coloca os seus compromissos comerciais/econômicos em detrimento da saúde e vida dos trabalhadores. Mas, foi mais um passo que demos no sentido de tentar evidenciar as demandas e necessidades da categoria. Para darmos sequência ao processo no MPT seguiremos juntando documentos para comprovar nossa posição.

Atenção à fiscalização

Estaremos atentos na fiscalização. Para isso, precisamos da ajuda de todos e todas para colher fatos e provas de situações como aglomerações nas unidades, falta de ventilação, contato com o público externo, mesa de trabalho não respeitando 2 metros de distância uma da outra, transporte coletivo lotado na hora de sair ou voltar para casa, se está havendo giro de trabalhadores para outras unidades, problemas de higienização, se há avaliações subjetivas sobre a autodeclaração e se na sua unidade ainda não chegou o álcool em gel.

É preciso que a malha logística do Correios esteja livre para operar exclusivamente para políticas de auxílio ao combate e controle do CORONAVÍRUS. A suspensão de todas as atividades econômicas/comercias do Correios é a única alternativa efetiva para garantir a saúde e a vida dos trabalhadores.

Nosso empenho permanece: vamos continuar conscientizando e mobilizando a categoria, analisando medidas judiciais, parlamentares, junto a federação e sindicatos. Participe da campanha nas redes sociais – compartilhando e replicando os “cards”. Mande sugestões e opiniões, inclusive do “spot” que está sendo veiculado na rádio Guaíba, que tem o objetivo de chegar na sociedade.

Assessoria de Comunicação

23/03/2020 21:29:18

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