Correios reajusta tarifas, mas continua penalizando trabalhadores

Foi publicado no Diário Oficial da União do dia 31 de janeiro, os novos valores das tarifas postais do Correios, com exceção dos serviços de encomendas (PAC e Sedex) e marketing direto.

O reajuste de 4,3% nas tarifas postais para serviços nacionais e internacionais foi anunciado no mesmo mês em que a gestão da empresa impôs aos trabalhadores um aumento de 100% na mensalidade e na coparticipação ao plano de saúde, e pouco tempo depois de oferecer um reajuste indigno para a categoria na data-base (a empresa ofereceu 0,8% do INPC de 3,16% mas decisão do TST garantiu 3%).

Ninguém discorda que os serviços precisam ser corrigidos, mas o problema é que quando deve haver a contrapartida para os trabalhadores, na forma de correção salarial e de benefícios, a empresa usa sempre o mesmo discurso da crise e dos resultados ruins da empresa. Uma situação não vivenciada pelos gestores, boa parte deles generais reformados com altos ganhos, e cujos salários são bastante compensadores para agilizar o processo de desmonte e privatização da empresa.

Frente a postura dos gestores em relação a categoria, não há como desvincular o reajuste das tarifas – assim como a redução do quadro de pessoal com sucessivos PDVs e o brutal aumento do plano de saúde – do projeto de privatização, tornando a empresa mais atraente aos possíveis compradores.

Por isso, os trabalhadores precisam estar atentos e mobilizados, precisam fortalecer suas entidades representativas, para terem a força e a organização necessárias à defesa dos seus direitos e do Correios, uma das maiores empresas brasileiras e uma das mais queridas da população, exatamente pelos excelentes serviços que sempre prestou e a única empresa pública presente em muitos municípios brasileiros.

Assessoria de Comunicação

04/02/2020 11:51:54

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