Reajuste do salário mínimo abaixo da inflação penaliza trabalhadores

O reajuste do salário mínimo em 4,11% a partir de 1º de janeiro de 2020 ficou abaixo da inflação dos últimos doze meses, que foi de 4,48%. O valor passou de R$ 998,00 para R$ 1.039.  Este é o segundo ano consecutivo que a política de correção do salário mínimo adotada pelos governos Temer/Bolsonaro penaliza os trabalhadores. Esta política praticamente acaba com o poder de compra dos trabalhadores que ganham salário mínimo – corroendo o poder de compra de 49 milhões de pessoas – e acaba com a esperança de melhorar a condição de vida dos brasileiros.

Se fosse seguida a política de valorização do salário mínimo (INPC + PIB), implantada anteriormente, o novo valor deveria ser de R$ 1.053,00.

Menos comida na mesa

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) o reajuste da cesta básica variou de 4,85% a 23,64%, sendo que todas as variações ficaram acima da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE (4,48%) no período. Em Porto Alegre, o aumento da cesta básica em 2019 foi de 8,95% em 2019, o dobro do INPC.

Nos últimos dois meses do ano houve uma alta expressiva da carne, item de maior peso na cesta (cerca de 43% do gasto mensal) e que teve o preço reajustado em mais de 30%, além da alta dos produtos como tomate e batata.

Esse aumento afeta principalmente a população de menor renda, já que proporcionalmente o peso da alimentação no orçamento dessas famílias é maior.

Salário mínimo necessário

Em dezembro de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.342,57 ou 4,35 vezes o mínimo de deembro que era de R$ 998,00.

Assessoria de Comunicação

C/Informações do Dieese

14/01/2020 14:58:13

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