Os machistas não passarão

Na última terça-feira (22), uma diretora, mulher, do SINTECT-RS, sofreu um ataque machista. Fez Boletim de Ocorrência (BO) e o Sindicato dará as condições para a representação.
Foi no Complexo da Sertório após reunião, realizada com o GERAE, sobre as dificuldades que passam os trabalhadores do CDD Alvorada. Ao deixar as dependências de onde ocorreu a reunião, a diretora foi surpreendida com os gritos de um ex-diretor que se diz ativista porque ela “ousou” intervir em uma conversa, informal. Conversa essa que ele estava tendo com o diretor, homem, do Sindicato.
Acontece que ela esteve o tempo todo presenciando a dita conversa, porém, o machista a invisibilizou desde o início, como se discussão política, polêmica, fosse assunto de homens.
Uma outra diretora, mulher, que viu as cenas, relata os acontecimentos como algo dantesco. Foi um sem número de impropérios que saíram da boca desse homem. A diretora do Sindicato sofreu: ofensas, injurias, difamações, hostilidades, ameaças, agressões verbais, enfim violência.
O “homem das cavernas” chegou a dizer que se fosse de fato “machista”, já teria dado um jeito na diretora. Tal ameaça se deu quando ele partiu para cima da diretora, mulher, como se fosse agredí-la.
As atitudes animalescas de tal indivíduo foi de tal magnitude, que todos os trabalhadores e trabalhadoras da Sertório que por ali passavam ficaram observando a selvageria. Chegando ao ponto de um trabalhador querer intervir para ver se segurava o “machão”.
É importante que este “sujeito” asqueroso saiba que todas as suas atitudes naquele dia foram uma clara e nojenta demonstração de machismo. E é obrigação do Sindicato, como entidade independente, classista e feminista, não só de se solidarizar com a diretora, mulher, mas, auxiliá-la para constranger este machão ao máximo. Dar uma lição para que ele não faça outras vítimas.
São as piadas, os desrespeitos, as hostilidades, as humilhações contra as mulheres, por parte dos homens, que levam elas a ficarem doentes psicologicamente. Não é sem razão que a depressão ataca um grande contingente de mulheres.
São atitudes como a do nosso personagem violento, com expressões como “já teria te dado um jeito”, que vitima 1 mulher a cada 4 minutos de agressão física no Brasil. Por que quem fala, pensa, e quem pensa planeja e executa. Em 2018 foram registrados 145 mil casos de violência contra as mulheres (físicas, sexuais, psicológicas e de outros tipos). O Brasil ocupa o 5º lugar em número de feminicídios. No mundo 6 mulheres morrem por feminicídio a cada 60 minutos.
Nosso primeiro objetivo é não compactuar com esse tipo de violência, gratuita, exacerbada, que é a manifestação machista e, que se demonstrou por inteiro no episódio que relatamos. Diferenças políticas debate-se, dialoga-se; artifícios como invisibilidade, violência desmedida, eloquência verbal e gestual, manifestação beirando o ódio imotivado, não se justificam. A polêmica deve ser dura, honesta, mas, não pode ser tresloucada. A democracia precisa ser organizada.
Por hora, queremos aqui reeducá-lo. Para que aprenda de uma vez por todas que as mulheres merecem respeito, como qualquer pessoa. Elas têm voz, atitude, presença, e não dependem do favor de ninguém.
Além de que na ECT a maioria da categoria é composta por homens e isso só reforça a necessidade de que as mulheres, que entraram na empresa da mesma forma que os homens, sejam tratadas de forma igualitária no ambiente de trabalho.
É dever de todos serem contra toda e qualquer forma e manifestação de opressão, discriminação e coisa que o valha. Seja contra as mulheres, as mulheres negras, os homens negros, os LGBTs ou qualquer outro segmento. E o SINTECT-RS se coloca na vanguarda do combate ao machismo, ao racismo e a lgbtfobia. Os machistas não passarão!

Assessoria de Comunicação

26/10/2019 11:14:58

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