Assembleia reafirma estado de greve e indicativo de greve para dia 3 de setembro

Os trabalhadores de Correios aprovaram, em assembleia no salão da Igreja da Pompéia, em Porto Alegre, na quinta-feira (29), manter o estado de greve já aprovado anteriormente pela categoria e indicativo de greve a partir das 22h do dia 3 de setembro. A assembleia do dia 29 obedeceu ao calendário aprovado pelos representantes no Consin, realizado nos dias 22 e 23 de agosto último. Da mesma forma, houve informação de que todas as medidas necessárias para a deflagração de greve dia 3 de setembro foram tomadas, como edital no jornal de grande circulação (veja aqui), obedecendo aos prazos previstos. Também foi destacada que o RS estará acompanhando as decisões dos demais sindicatos de trabalhadores de Correios no país.

Na mesma assembleia, a categoria aprovou a rejeição da proposta de prorrogação do atual Acordo Coletivo por mais 30 dias, desde que estabelecido um calendário de negociação com data limite para fechamento do Acordo 2019/2020. A decisão foi tomada por maioria depois de feita uma avaliação da campanha salarial e apresentado o informe 19 do Comando Nacional de Negociação (veja aqui) e as informações da Fentect sobre a reunião com o TST dia 27.

Nesta reunião  o vice-presidente do Tribunal, ministro Renato Paiva, informou que todas as propostas apresentadas foram recusadas pela ECT, que mantém a retirada de direitos sem aumento real sob a justificativa de que a situação financeira da empresa ainda é delicada.

O Tribunal ainda propôs prorrogar o atual Acordo por mais 30 dias e convocar a próxima reunião com participação da empresa para o dia 10 de setembro.

Na sequência, em suas falas, os trabalhadores apontaram diversos problemas que vêm sendo impostos à categoria nos locais de trabalho, que vão desde situações com o Postal Saúde até o custo que os trabalhadores têm que suportar do próprio bolso, em deslocamentos que passam dos 100 quilômetros, como com alimentação e outras despesas.

Também foram feitas falas denunciando o descaso da empresa com a negociação e os encaminhamentos que estão sendo dados com objetivo de facilitar a privatização da empresa, retirando diversos direitos dos trabalhadores. A categoria apontou, ainda, as pressões e intimidações que têm sido feitas pelos gestores no sentido de tentar impedir os trabalhadores de participarem dos diálogos com o sindicato e outras ações.

É fundamental fortalecer a unidade

Houve praticamente consenso quanto a necessidade de fortalecer e ampliar as mobilizações e a unidade dos trabalhadores. Diversas falas lembraram que todas as conquistas que agora estão ameaçadas, foram garantidas com a categoria lutando junto e realizando grandes greves. Nenhum direito veio da generosidade dos patrões, tanto gestores como governos, mas sim da luta dos trabalhadores.

Foi destacado que será somente resgatando as grandes greves e mobilizações que os trabalhadores de Correios garantirão a manutenção dos seus direitos e conquistas.

A hora de lutar é agora. Todos na luta por direitos e contra a privatização do Correios.

Assessoria de Comunicação

30/08/2019 09:52:42

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