Greve no CDD Hortência: Sindicato e trabalhadores enfrentam imposição da Superintendência Regional

Greve no CDD Hortência: Sindicato e trabalhadores enfrentam imposição da Superintendência Regional

Os trabalhadores do Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) Hortênsias, que atende Gramado e Canela, iniciaram uma paralisação em protesto contra a decisão da Superintendência Estadual dos Correios do Rio Grande do Sul (SE/RS) de reintegrar um gestor rejeitado pela categoria à chefia da unidade. A greve, organizada pelo SINTECT-RS começou no dia 18 de agosto e foi consolidada nesta quinta-feira (21), após assembleia realizada na porta da unidade.
A mobilização surgiu após os empregados da unidade terem sua manifestação ignorada pela direção regional da empresa. Todos os trabalhadores do CDD Hortênsias assinaram um abaixo-assinado pedindo que o antigo gestor não fosse reconduzido ao cargo, alegando histórico de conflitos, problemas de gestão e assédio moral. Ainda assim, a Superintendência optou por recolocá-lo na função.
“Ele não é benquisto por nós pelo trabalho que fez ou deixou de fazer. Foi uma nomeação política e a gente não respaldou essa volta. O que pedimos é a saída dele para manter o ambiente de trabalho saudável”, afirmaram os trabalhadores/as durante reunião com o sindicato.
Entre as queixas apresentadas pela categoria estão relatos de assédio moral, falhas administrativas, pressão excessiva sobre os trabalhadores, falta de pessoal e até episódios de agressão física não apurados. O sindicato ressalta que o próprio Correio já havia afastado o gestor anteriormente por problemas semelhantes. “Ele não foi um bom gestor, não é um bom gestor, e tem processo trabalhista aberto. A empresa também já o afastou por isso”, reforçaram.
Diante da falta de resposta da SE/RS, os empregados deliberaram em assembleia pelo início de uma greve por tempo indeterminado. Cerca de 90% dos funcionários exercem funções motorizadas, e parte deles já ameaça entregar os cargos caso não haja mudança na decisão.
“Essa paralisação vai trazer prejuízos para Gramado e Canela, que estão entre as cidades que mais dão lucro para os Correios em relação a encomendas”, afirmou um representante sindical.
Como tentativa de solução, o SINTECT-RS já solicitou mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e pretende buscar apoio do Ministério Público local para abrir diálogo com a empresa. “Se a empresa não quer nos ouvir, esperamos que o Ministério Público ajude a atuar nessa frente”.
A categoria reforça que a mobilização não se trata de interesses pessoais, mas da defesa de um ambiente de trabalho saudável e de condições dignas. “Não é birra, é para garantir respeito. Poderiam trazer qualquer outro gestor, mas justamente esse, que já deixou marcas negativas, não é aceito pela equipe”, resumiram os trabalhadores.
O SINTECT-RS continuará acompanhando a situação e dando seu total apoio aos trabalhadores/as que precisam e merecem um ambiente de trabalho digno e respeitoso.
Assessoria de Comunicação
21/08/2025 19:54:13

Nara Soter

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