CORREIOS MAIS UMA VEZ AGE PELAS COSTAS DOS TRABALHADORES E TENTA IMPLANTAR UM PCS DE FORMA UNILATERAL

CORREIOS MAIS UMA VEZ AGE PELAS COSTAS DOS TRABALHADORES E TENTA IMPLANTAR UM PCS DE FORMA UNILATERAL

O anúncio pela empresa de tentar implantar um novo Plano de Cargos e Salários (PCS), de forma unilateral, aumentou ainda mais a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras na estatal. A proposta não teve negociação efetiva com as entidades representativas da categoria, foi feita totalmente sem debate e ignora completamente o histórico de construção coletiva do PCCS 2008. Para o SINTECT-RS, esta é mais uma imposição da empresa que não dialoga com os anseios e expectativas dos ecetistas.

De acordo com a FENTECT, que fez uma análise preliminar do PCS, e dos sindicatos pelo país, as principais críticas são de que o novo PCS traz pontos extremamente preocupantes. Entre eles, a criação do chamado cargo amplo (Agente de Integração Postal), que na prática transforma o trabalhador em um “faz-tudo”, acumulando funções sem qualquer garantia de valorização. É a institucionalização da sobrecarga e da precarização!

Além disso, a proposta limita a promoção por mérito à disponibilidade orçamentária — ou seja, mesmo com bom desempenho, o trabalhador pode não avançar na carreira. Já a promoção por antiguidade passa a exigir um intervalo de cinco anos, tornando a progressão ainda mais lenta e injusta.

Na prática, o que a empresa apresenta como “modernização” esconde um verdadeiro desmonte do PCCS 2008, construído com muita luta pela categoria. Trata-se de um plano que fragiliza a carreira, reduz perspectivas de crescimento e aprofunda a insegurança sobre o futuro.

Para a representação dos trabalhadores, a estratégia da empresa é de “encher os olhos” com ganho imediato, com ajuste de referência salarial, mas que oculta efeitos de médio e longo prazo, como perda da identidade do cargo, aumento das exigências sem contrapartida e insegurança na progressão profissional. O verdadeiro canto da sereia.

De acordo com o Informe da FENTECT, a entidade já acionou as assessorias técnica e jurídica para uma análise aprofundada do PCS da empresa e, também, organizará a construção de uma resposta unificada nacional.

O SINTECT-RS alerta aos trabalhadores das arapucas da empresa e orienta a categoria a se manter atenta e não cair no discurso fácil de um ganho que logo ali na frente cobrará um preço muito alto. A mobilização é a resposta para mais este ataque da empresa. Não podemos aceitar medidas unilaterais da empresa, nem cargo amplo e mais precarização ainda da carreira dentro da ECT.

A postura dos trabalhadores é de defesa do PCCS 2008, defesa da negociação coletiva e de valorização real dos trabalhadores/as.

Ao invés de enfrentar os problemas reais que afetam o dia a dia nas unidades — falta de pessoal, sobrecarga, adoecimento, sucateamento das estruturas e insegurança — a gestão escolhe mais uma vez o caminho mais fácil: transferir a conta para quem trabalha.

Isso é inaceitável!

Não aceitaremos que, mais uma vez, a empresa tente empurrar goela abaixo um projeto que retira direitos e piora as condições de trabalho. Não aceitaremos que a categoria pague pela má gestão, pela falta de planejamento e pelas escolhas equivocadas da direção dos Correios.

O SINTECT-RS se soma à posição da FENTECT e de diversas entidades sindicais em todo o país: não aceitaremos retrocessos!

Seguiremos denunciando, mobilizando e organizando a luta para barrar mais esse ataque.

Assessoria de Comunicação

07/04/2026 20:38:57

Nara Soter

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