Assembleia reforça resistência contra o sucateamento dos Correios: só a luta garante direitos!

Assembleia reforça resistência contra o sucateamento dos Correios: só a luta garante direitos!

Na noite de 19 de agosto, os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios no Rio Grande do Sul se reuniram na Assembleia para debater a grave situação enfrentada pela categoria e deliberar sobre os próximos passos da campanha salarial. A atividade, realizada de forma presencial em Porto Alegre e transmitida ao vivo pelo Facebook para o interior do Estado, foi marcada por denúncias de fechamento de unidades, condições precárias de trabalho, falta de manutenção em prédios e veículos, ausência de limpeza e o descaso da direção da empresa em dialogar com o sindicato e com a base.
Durante as falas, foi reafirmada a importância social do Correios Público. “O Correios está presente em todas as cidades, é um patrimônio que tem papel fundamental em momentos de catástrofes, no Enem e em diversas políticas públicas. Mas o que vemos hoje é um desmonte silencioso, com fechamento de agências, retirada de carteiros pedestres e ameaça ao capital social construído pela empresa ao longo de séculos”, destacaram os trabalhadores em suas falas.
FECHAMENTO E PRECARIZAÇÃO – Relatos de trabalhadores/as do interior e da capital denunciaram que pequenas unidades, como as de Linha Nova e Salvador do Sul, estão sendo encerradas de forma arbitrária, sem diálogo com os trabalhadores e nem mesmo com as prefeituras. Isso tem gerado angústia em famílias que ficam sem saber para onde serão transferidas.
Em grandes centros, a situação também é alarmante. O CDD Canudos, em Novo Hamburgo, com mais de 20 anos de história, está ameaçado de fechamento. Além disso, unidades em cidades como Pelotas, Rio Grande e Bagé funcionam sem limpeza há meses, prédios apresentam infiltrações e veículos circulam sem manutenção adequada.
Outro ponto denunciado foi o deslocamento forçado de trabalhadores para cidades distantes, percorrendo até 200 km por dia em rodovias perigosas, muitas vezes em motocicletas, colocando em risco a vida dos empregados.
FALTA DE DIÁLOGO – Os dirigentes sindicais também lembraram que a direção dos Correios não tem atendido os ofícios enviados pelo sindicato, negando problemas evidentes como a falta de limpeza e de pessoal. “O Correio já elegeu quem vai pagar por essa crise: os trabalhadores. Mas não fomos nós que colocamos a empresa nessa situação”, ressaltaram.
Entre os problemas mais graves está o plano da empresa de extinguir o trabalho do carteiro pedestre e intensificar a sobrecarga dos carteiros motorizados, precarizando ainda mais a atividade.
MOBILIZAÇÃO E CALENDÁRIO DE LUTA – Apesar do cenário adverso, a Assembleia mostrou disposição de luta da categoria. O sindicato reforçou que continuará visitando as unidades, elegendo novos delegados sindicais e mobilizando a base. Também foi aprovada a intensificação da campanha em defesa da contratação imediata dos concursados, como forma de recompor o efetivo e melhorar as condições de trabalho.
O calendário aprovado prevê nova Assembleia no dia 9 de setembro, para avaliação da campanha e aprovação de indicativo de greve, e outra no dia 16 de setembro, data prevista para deliberação sobre a deflagração de greve nacional, caso não haja avanços nas negociações.
SINDICATO CONVOCA À RESISTÊNCIA – O chamado final da Assembleia foi de união e resistência. “Não podemos aceitar pagar pela crise dos Correios. Nossa categoria já mostrou na pandemia, nas enchentes e em tantos momentos de dificuldade, que está ao lado da população e faz a empresa acontecer. Agora é hora de reforçar a mobilização, porque só a luta pode garantir nossos direitos, nossas condições de trabalho e um Correio público de qualidade para o povo brasileiro”, concluiu a direção do sindicato.
Assessoria de Comunicação
21/08/2025 20:52:13

Nara Soter

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