Trabalhadores dos Correios estiveram presentes na greve geral do dia 30

Os trabalhadores de Correios do RS participaram, na sexta-feira, 30, da greve geral chamada pelas centrais sindicais e movimentos sociais que paralisou importantes categorias em todo o país. No RS, as atividades iniciaram ainda de madrugada, com manifestações em frente as garagens de ônibus e se prolongaram durante parte do dia em diversos pontos de Porto Alegre e do interior do Estado. No final os manifestantes se concentraram no Largo Glênio Peres, de onde os saíram em caminhada até o Palácio Piratini.

Participaram do dia de greve trabalhadores, lideranças sindicais, políticas, estudantes, representações dos movimentos sociais, entre outros segmentos.

Os trabalhadores dos Correios levaram também para a atividade as pautas da categoria, como o desmonte da empresa, a luta contra a privatização e a precarização cada vez maior das condições de trabalho, além de deixarem claro para a sociedade que a culpa pelo atraso das correspondências não é culpa dos trabalhadores.

Nas primeiras horas da madrugada, mesmo com chuva, houve concentrações em frente aos portões das empresas de transporte rodoviário, com objetivo de sensibilizar os trabalhadores para aderirem o movimento. Houve confronto com a polícia militar, que agiu com truculência, usando balas de borracha, bombas de gás e spray de pimenta e prendendo algumas lideranças.

No decorrer da manhã, grupos se concentraram em diferentes locais na Capital, de onde saíram em caminhada para a concentração no centro, próximo ao meio dia. Enquanto isso, alguns grupos que já se encontravam no Largo Glênio Peres, se revezavam no microfone, denunciando à população que passava pelo local, os prejuízos com as reformas trabalhista, da previdência e com as terceirizações.

À medida que as categorias iam chegando de diferentes locais, o número de manifestantes ia aumentando. No início da tarde, uma caminhada tomou conta das ruas centrais até o Palácio Piratini, onde uma Comissão foi recebida pelo governo para tratar a situação de um do dirigente, professor Altemir Coser, que ainda continuava preso. No carro de som, as falas continuavam denunciando os ataques a direitos representados pelas reformas de Temer e o desmonte do Estado feito pelo governador Sartori.

A manifestação do dia 30 foi mais uma da jornada de lutas que iniciou em março e que busca interromper a tramitação das reformas da previdência, da trabalhista, reverter às terceirizações.

Segundo as centrais sindicais, as mobilizações devem continuar, com novas atividades e manifestações por nenhum direito a menos. É fundamental que os trabalhadores participem das atividades que vierem a ser chamadas, porque será somente as mobilizações nas ruas que poderão reverter o quadro de ataques aos direitos e barrar o processo de privatização do Correios.

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Assessoria de Comunicação

04/07/2017 10:26:36

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