Trabalhadores dos Correios, em greve, participam de ato unificado dos servidores públicos do RS

Os trabalhadores dos Correios do RS, em greve desde o dia 21 de setembro, se juntaram na tarde da sexta-feira (29), à manifestação que reuniu mais de 30 mil servidores de diferentes categorias estaduais no Largo Glênio Peres, em Porto Alegre.

A categoria levou para o movimento, as reivindicações dos trabalhadores e denunciou o desmonte e a privatização dos Correios que vem sendo conduzida pela gestão do Guilherme Campos à frente da empresa e do governo Temer.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os trabalhadores de Correios deram o seu recado.

Na sua fala no caminhão de som, o Secretário-Geral do SINTECT-RS, Yuri Aguiar, lembrou que está em curso no país, nas prefeituras, no Estado e no Brasil, um grande plano para entregar o patrimônio dos brasileiros para a iniciativa privada. “Esta luta dos trabalhadores dos Correios tenta evitar a venda dos Correios, somos mais de 100 mil trabalhadores e hoje nos somamos a luta de todos os trabalhadores que resistem ao desmonte do serviço público e as privatizações”.

O dirigente lembrou que mais manifestações como estas têm que ser construídas para que os trabalhadores consigam resistir e demonstrar que este é um projeto que não serve para o país. Sobre a declaração de abusividade da greve dos Correios feita pelo TST, frisou que os governos não têm problema em usar suas ferramentas contra a luta da classe trabalhadora. “Muitas ferramentas estão a serviço do capital e infelizmente, a justiça tem sido pró governo, atacando os direitos da classe trabalhadora. Mas quanto maior o ataque, maior tem que ser a nossa resistência”, reiterou.

Para Yuri, a classe trabalhadora não pode permitir que o projeto que está sendo implantado no país seja aplicado até as últimas consequências. “Foram necessários muitos anos de luta para garantir tudo que temos hoje e se nós não conseguirmos resistir a isto, os nossos direitos vão ir por “água abaixo” e só com unidade, com a luta unificada vamos resistir e sair disto mais fortes”, finalizou.

Do Largo os manifestantes se dirigiram em caminhada para frente do Palácio Piratini e ao chegarem na Praça da Matriz, encontraram a sede do governo cercada por grades e por homens do pelotão de choque da Brigada Militar, mas não houve confronto.

Durante todo o trajeto foram entoando palavras de ordem, carregando faixas e cartazes e pedindo o “Fora Sartori”.  Foram protestos contra a forma desumana como o governo vem tratando os servidores e os serviços público, o parcelamento de salários, o ataque a direitos, o desmonte do Estado, a extinção de fundações e as tentativas de privatização de importantes empresas estatais, que só atende aos interesses dos grandes empresários.

O ato, organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores, contou com o apoio das centrais e entidades sindicais e das diferentes categorias de funcionários do Estado.

Uma nova concentração está sendo convocada para a terça-feira, dia 3, para acompanhar as votações na Assembleia Legislativa, onde tramitam diversos projetos do Executivo que atacam direitos do funcionalismo e os sindicatos.
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Assessoria de Comunicação

30/09/2017 23:00:06

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