Quero minha folga!

Na edição do Primeira Hora do dia 23 de novembro de 2017 (veja aqui), a empresa se comprometeu a conceder um dia de folga para os carteiros que estivessem trabalhando com smartphones. Segundo a empresa, a folga poderia ser tirada a partir de 2018, em data a ser negociada entre o gestor e o trabalhador.

O projeto foi posto em prática em um primeiro momento nos Centro de Encomendas Especiais (CEE) e posteriormente nos Centro de Distribuição Domiciliar (CDD), aonde trabalham os carteiros.

Mas, após quase cinco meses da “promessa” da empresa, os carteiros ainda não puderam tirar o seu dia de folga. Ou seja, a mesma agilidade que a empresa teve para distribuir os aparelhos – hoje quase 100% dos carteiros já utilizam o aparelho – não teve para cumprir sua palavra e conceder os dias de folgas a que têm direito todos os carteiros. A empresa ainda teve a cara de pau de dizer que a ação visava o “reconhecimento do trabalho e emprego de todos os empregados durante este ano (2017) para recuperar os Correios”. Ou seja, mais uma vez a ECT adota um discurso e outra prática.

Nos seus informativos e discursos, reconhece o esforço dos trabalhadores, mas na prática, o que se vê são ataques a direitos, compromissos que nunca são cumpridos e, cada vez mais, um ambiente de trabalho precário e desumano.

Frente à postura da ECT, fica evidente que os smartphones, conforme denunciado pelos trabalhadores, não vieram para “facilitar” a vida do carteiro ou melhorar o atendimento, mas para mais uma forma de vigilância dos trabalhadores, já que os aparelhos possuem um GPS que é controlado na central de informática (TI).

Os trabalhadores exigem respeito e, já que a empresa se comprometeu, que possam tirar a sua folga, conforme estabelecido pela própria gestão da empresa.

Assessoria de Comunicação

05/04/2018 12:52:51

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