Por unanimidade, trabalhadores rejeitam “proposta” do ministro do TST

Por unanimidade, os trabalhadores que participaram da assembleia de avaliação realizada na sede do Sindicato, em Porto Alegre, na quarta-feira (23), rejeitaram a proposta apresentada pelo TST no último dia 22. A proposta foi apresentada pelo Tribunal a partir de requerimento da empresa e, na essência, empurra a negociação para dezembro.  Foram ainda realizadas assembleias nas seis subsedes e uma outra na sede, na parte da manhã, da qual participaram os trabalhadores em turno.

Além da rejeição à proposta, os trabalhadores também aprovaram o início imediato das negociações coletivas e a antecipação do Consin para dia 04/09/2017, no qual o SINTECT-RS se fará presente.

Num primeiro momento foram lidos os informes do representante do Sindicato na Comissão de negociação, assim como os da Fentec, e feito um relato da audiência de conciliação no TST.

Em seguida o assessor jurídico do Sindicato, Dr. Paulo, colocou diversos esclarecimentos sobre a proposta e frisou que a iniciativa da empresa é um absurdo. “Mediação se faz quando há um conflito e foram esgotadas todas as negociações possíveis. Mas no caso, a ECT iniciou a negociação requerendo a interferência do Tribunal”, considerou.

Ele lembrou ainda que praticamente todas as negociações têm colocado como princípio a manutenção dos acordos existentes.

Para os trabalhadores, a única avaliação possível foi de que esta é mais uma tentativa da empresa de não negociar, arrastar o processo no tempo para aguardar novembro, quando começam a valer as novas regras aprovadas pela Reforma Trabalhista, com o intuito de retirar direitos dos trabalhadores.  Foi lembrado que com a reforma cai, por exemplo, a ultratitivade (validade do acordo enquanto outro não é assinado) e os trabalhadores poderão ficar sem um Acordo valendo, o que representa um risco.

Além disso, foi colocado que os trabalhadores acumularão mais cinco meses de defasagem salarial, agravando a situação de achatamento que já existe hoje.  

Foi destacado que é fundamental que a categoria entenda o momento político, onde tem tido ataques de todos os lados. E a única forma de fazer frente a esta momento e garantir a manutenção dos direitos, além de avanço na pauta de reivindicações, é com unidade e muita disposição de luta. É fundamental que todos os trabalhadores, independente da função, somem nesta luta e participem ativamente da campanha salarial, lotando as assembleias e as atividades do calendário de lutas aprovado pela categoria.

É importante também buscar o apoio da população, porque nesta campanha não estarão na pauta apenas as questões econômicas, mas fundamentalmente, a manutenção dos direitos e a defesa da empresa, que caminha para a privatização, o que resultará em milhares de demissões.

Encaminhamentos

– Reuniões semanais nos locais de trabalho com os dirigentes sindicais ou delegados;

– Entrega de carta aos demais sindicatos reforçando a necessidade de unidade;

– Manter o calendário de lutas com ampla participação dos trabalhadores;

– Carta Aberta à população alertando para a privatização e contra as reformas;

– Atividades de agitação dias 28, 29 e 30 de agosto;

– Ato Público dia 30, às 17 horas, no prédio Sede, com caminhada pelas ruas centrais de Porto Alegre;

– Moção de Repúdio a proposta do TST;

– Reposição do efetivo por concurso público;

– Plenária de Atendentes para discutir a questão da segurança;

– Aprovação dos encaminhamentos da Fentect (rejeição da “proposta” do Ministro do TST; aprovação do início imediato das negociações coletivas; aprovação da antecipação do Consin para dia 04/09/2017).

Assessoria de Comunicação

24/08/2017 13:04:33

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