Informe da FENTECT sobre reunião com a ECT dia 30.01.2018

Na quarta-feira,30/01, foi convocada uma reunião entre o presidente da empresa, Guilherme Campos, e a representação dos Trabalhadores, cuja pauta foi a situação atual da empresa. Além do presidente, o VIGEP – Heli Siqueira – e sua equipe, e o VICIF – Carlos Roberto Fortner – participaram da reunião.

Foram apresentados cenários construídos pela empresa onde, segundo o VEFIC, entre os meses de março e abril a ECT não mais terá fluxo de caixa para pagamento de salários. A empresa relatou que formou um fundo, por exigência da ANS, para a POSTAL SAÚDE no valor de 335 milhões de reais, e outro de 255 milhões de reais destinado a Hedge para importação. Assim, segundo a ECT, o fluxo de caixa está em torno de 200 milhões quando o ideal seria 2 bilhões de reais.

Diante deste cenário, a empresa dá como certa sua vitória no julgamento sobre o nosso plano de saúde no TST (Tribunal Superior do Trabalho). Conta ainda que o julgamento ocorrerá no dia 19 de fevereiro, na primeira sessão de dissidio coletivo do TST. Desta forma, nas contas apresentadas a empresa retira de seus compromissos quase um bilhão de reais que seria repassado aos trabalhadores, refletindo no caixa a partir de abril e no balanço de 2018 no cálculo do pós-emprego.

Na reunião também debatemos a decisão da empresa de colocar em extinção o cargo de Agente de Correios na função de Operador de Triagem e Transbordo. Falamos do equívoco de tal decisão e da importância deste cargo nas atividades de Correios. O presidente da empresa falou que esta é uma das decisões da ECT para recuperar as finanças da empresa, que esta atividade será terceirizada com a aprovação das leis trabalhistas e de terceirizações. Durante a reunião ficou claro que a intenção da empresa é avançar na terceirização para outros cargos, como Carteiro e Atendente.

A extinção do cargo de OTT é uma das 10 medidas tomadas pela empresa para contenção de gastos, assim como a redução da jornada com redução de salário, a princípio, somente no administrativo e com anuência do empregado. Outras medidas estarão sendo analisadas, como a possibilidade de venda de imóveis no formato Leasing Back, retenção de impostos, entre outras. Na ocasião, a empresa somente apresentou seu diagnóstico e o remédio que pretende aplicar, sem querer ouvir a opinião dos trabalhadores. Nota-se uma decisão de resolver problemas criados pela gestão nas costas dos trabalhadores, seja na aplicação de mensalidades, seja na terceirização. Segundo informações que nos chegam, a empresa começa a contratar trabalhadores terceirizados por salários de R$ 1.200,00 (um mil de duzentos reais) e R$ 300,00 (trezentos reais) de tíquetes, sem convenio médico. Uma ultra exploração da força de trabalho na forma de terceirização.

Por outro lado, o Governo Michel Temer sinaliza em colocar a votação da reforma da previdência na pauta dos dias 19 e 20 de fevereiro deste ano. Esta reforma retira da população mais pobre vários direitos, principalmente daqueles trabalhadores/as que começaram a trabalhar mais cedo. A exigência de idade mínima de 65 anos para aposentadoria é um afronta. Assim, o momento que enfrentamos é de profundo ataque do governo na empresa e em nossa aposentadoria.

Mais uma vez, somos chamados à mobilização em defesa de nossos interesses. Não podemos aceitar de forma alguma a ampliação da terceirização, nem assistir calados ao ataque em nosso plano de saúde. Não vamos esperar o não pagamento de nossos salários como ameaça o presidente da ECT. A redução da jornada que queremos é sem redução de salários. Não podemos assistir nosso direito à aposentadoria ser usurpado desta forma.

Nesse entendimento, a FENTECT orienta a intensificação das mobilizações e a realização de assembleias entre os dias 14 e 16 de fevereiro em defesa da previdência e contra os ataques da ECT.

Convocaremos um CONSIN emergencial, para o dia 07 de fevereiro, para discutirmos e aprovarmos um Plano de Luta da Categoria contra esses ataques.

Vamos acelerar nossa mobilização! A situação é grave! Se não reagirmos, quem pagará a conta de tudo isso será o trabalhador. Não vamos aceitar isto. Todos à luta!

VEJA AQUI O INFORME

 

Saudações Sindicais,

Jose Rivaldo da Silva     

Rogério Ferreira Ubine                

Amanda Gomes Corcino

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