Governo e presidente dos Correios desmontam empresa e ainda comemoram

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão divulgou no último dia 4, o Boletim das Empresas Estatais, onde informa que o país fecha o terceiro trimestre de 2017 com 506.852 empregados em 149 empresas federais. O governo objetiva terminar o ano de 2017 com menos de 500 mil empregados o que, segundo Fernando Antônio Ribeiro Soares, secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, tem como objetivo “recuperar as empresas estatais, reduzir os custos, aumentar a produtividade e aproximar-se cada vez mais de indicadores de mercado. As empresas estatais têm que apresentar sustentabilidade”.

Entre os órgãos que mais “enxugaram” somente nos três primeiros trimestres de 2017 está o Correios, com 7.129 trabalhadores a menos. Se for considerado o período entre 2013 a 2017, foram 17.070 trabalhadores a menos (passou de 125.410 para 108.340). A mesma situação se deu no Banco do Brasil, Caixa, Petrobrás e outras importantes instituições públicas brasileiras.

O governo do desmonte e da privatização comemora os números. Mas enquanto isso, o trabalhador se “arrebenta”, com sobrecarga, adoecimentos, precarização nas condições de trabalho e ataque aos seus direitos e benefícios, conquistados com muita luta ao longo de décadas. A população também é vítima deste desmonte, enfrentando filas para retirar suas correspondências e encomendas, situação que afeta ainda a categoria, que tem que passar o dia explicando que a culpa não é dos trabalhadores.

Ou seja, as estatais no geral, incluindo os Correios, estão passando por um brutal processo de desmonte, com impactos para os trabalhadores e para a sociedade, e o governo e o presidente dos Correios comemoram.

Esta e outras notícias veiculadas todos os dias na imprensa, evidenciam a rapidez com que se cumpre no país um projeto neoliberal de estado mínimo, onde especialmente os servidores públicos são descartáveis. Estado mínimo quer dizer funcionalismo mínimo. Por isso os PDVs e logo, as privatizações com as demissões.

Assim, reiteramos aos trabalhadores de Correios a necessidade de fortalecermos a nossa unidade e o nosso Sindicato. Será somente estando vigilantes, fortalecendo cada vez mais nossa resistência, em conjunto com outras categorias, que poderemos fazer frente a este massacre contra as empresas públicas, aos nossos direitos e ao conjunto do funcionalismo.

Assessoria de Comunicação

07/12/2017 11:43:21

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