Audiência Pública discutiu prejuízos da privatização dos Correios

Trabalhadores dos Correios e suas representações participaram, dia 5 de junho, na Câmara Federal, em Brasília, da  Audiência Pública, na Comissão de Legislação Participativa, que tratou do Fortalecimento Institucional dos Correios. O encontro teve como objetivo defender a estatal, empresa lucrativa e necessária para integração do país, principalmente em regiões mais carentes cuja prestação de serviços de entrega de cartas e encomendas é fundamental.

A privatização da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) já foi indicada pelo governo Bolsonaro, que também quer privatizar bancos públicos como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além das representações dos trabalhadores, o presidente dos Correios, general Juarez Aparecido de Paula Cunha e parlamentares participaram da atividade.

Para os trabalhadores, se o Correios for privatizado, a empresa terá o foco somente em serviços e áreas lucrativas e não a prioridade no atendimento à população. Os trabalhadores denunciaram as mudanças que já vem sendo feitas na empresa com vistas a preparar a sua privatização, como as demissões, ataques aos direitos dos trabalhadores, fechamento de agências e uma brutal precarização das condições de trabalho.

Os dirigentes também destacaram que, ao contrário do que alardeia o governo, a empresa não têm prejuízos. Ao contrário, é uma empresas de 356 anos, que acompanhou a história do Brasil, e que é lucrativa, justamente por isso, dizem os trabalhadores, é tão visada pelo capital provado.

As entidades de trabalhadores do setor vêm realizando uma campanha nacional contra a privatização dos Correios. Diante de tais ataques, os trabalhadores vêm se organizando também para participar da Greve Geral de 14 de junho contra a Reforma da Previdência e o desemprego e em defesa da Educação.

Assessoria de Comunicação

12/06/2019 19:27:11

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